Vestibulando e saúde: uma relação pouco saudável

Estadão

01 Julho 2011 | 11h43

Todos sabemos que ano de cursinho não é fácil. Abrimos mão de uma série de coisas e nos dedicamos integralmente aos estudos, sempre vislumbrando a tão sonhada – e muitas vezes merecida – vaga na universidade. Acontece que, por estarmos imersos nessa nova e desafiante realidade, muitas vezes deixamos de lado pontos importantíssimos de nossas vidas. Talvez, o maior exemplo desse tipo de negligência seja o descaso com que nós, vestibulandos, lidamos com nossa saúde.

Não digo por mim, mas muitos estudantes do Anglo sequer têm contato com o sol ao longo do dia. Passam o dia inteiro em ambientes fechados, batalhando por seus sonhos e respirando aquilo que sai dos “secadores de ar, condicionados”. Para mim, em particular, a maioria dos problemas decorree da estação fria do ano. Sinusite, rinite e todos os “ites” possíveis me atormentam, o que felizmente ou infelizmente faz parte das nossas vidas.

O problema é que o limite entre sacrifício e autoflagelação é tênue demais. Será que dormir quatro horas por noite e se entupir de café até ficar com gastrite caracteriza um sacrifício? Talvez os mais exaltados acreditem que sim, além do mais, esse é o preço a ser pago. Não penso da mesma forma. Esse tipo de atitude só tende a agravar as dificuldades dessa longa jornada. Ter uma boa alimentação e adotar um estilo de vida saudável é indispensável em qualquer tipo de processo seletivo.

Voltando à esfera particular, comecei a fazer academia há quase um mês e já sinto melhoras no meu desempenho físico (no que diz respeito ao ânimo e cansaço). Para aqueles que se sentem estafados demais, a atividade física pode ser uma solução.

Caio Godinho é aluno do Anglo

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