USP: Cidade Universitária ou zona de crimes?

Estadão

11 Maio 2011 | 08h23

Nota da Redação: O estudante Bruno Queliconi escreveu o texto abaixo há exatamente uma semana.

Pretendo manter uma linha de textos com temas os mais abrangentes possíveis, mas desta vez vou me permitir falar especificamente da USP. Nesses últimos anos, a USP deixou de ser a Cidade Universitária que todos conhecemos, com gramados tranquilos onde podíamos andar despreocupados com o tempo e com a sorte.

Agora temos de andar rápido de um lugar para o outro, e melhor se for acompanhado. Os caminhos para as repúblicas viraram zonas de assaltos constantes e agora a novidade é que o sequestro relâmpago chegou à USP!!! Há pouco menos de um mês, duas amigas foram sequestradas a uns 50 metros dos vigias, e ainda eram umas 19h, ou seja, hora em que as pessoas estão chegando para as aulas noturnas!

Portanto, eu gostaria de deixar claro a todos que essa maldita opinião de que a polícia não é bem vinda no câmpus é uma completa MENTIRA!!! Essa é a opinião de uma minoria eloquente, que não representa a maioria dos alunos. O DCE, o Sintusp, a Adusp, essas entidades não representam de maneira efetiva os alunos (eu estou na USP há 7 anos e nunca votei no DCE). Eu, como representante discente da pós no IQ, posso afirmar que queremos a polícia no câmpus já! E posso dizer que essa opinião não se limita ao IQ.

Bruno Queliconi é doutorando no Instituto de Química da USP

Atualizado às 10h30 do dia 19/5

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