Universitários leem muito pouco

Estadão

18 Agosto 2011 | 11h19

Li há alguns dias uma reportagem que dizia que a maioria dos universitários brasileiros não lê mais que quatro livros por ano. E mais, que grande parte não chega a ler mais que um. Confesso que os dados da reportagem me assustaram. Sabe-se que os brasileiros não são tão ávidos por leitura. E um fator que ajuda a aumentar esse descaso é o preço dos livros. No entanto, em se tratando de estudantes de universidades, é quase inconcebível o baixo índice de leitura.

A matéria também diz que o acesso à biblioteca é grande. Mais da metade dos estudantes freqüentam a de suas faculdades. Oras, se o total de livros lidos por ano é baixíssimo e o número de visitas às bibliotecas é alto, deduz-se que os estudantes apenas freqüentam a biblioteca com o intuito de fazer consultas e pesquisas que os auxiliem em seus estudos e tarefas. E não passa disso.

Literatura é uma grande fonte de conhecimento e cultura. E, além disso, é fato que quanto mais se lê, melhor se escreve. Ler é preciso. Independentemente da área que se deseja estudar e atuar.

O artigo não faz distinção entre obras lidas. Então se conclui que os universitários não lêem nem as obras relacionadas ao seu curso. Isso é realmente preocupante. Como formar bons profissionais assim? Será que esses estudantes continuam no velho processo de “copiar e colar” informação sem buscar mais detalhadamente por ela? E não é apenas questão de formar ou não profissionais aptos; é questão de formar cidadãos conscientes e conhecedores do mundo.

O ato de ler melhora nossa capacidade de interpretação, discernimento e diálogo. Não resta dúvida de sua importância.

Políticas de incentivo a leitura são necessárias. Não só nas escolas e faculdades, mas na sociedade como um todo. Afinal, é preciso que se desperte em cada ser a vontade de ler, senão a leitura não é válida.

Luiza Nunes é aluna do Cursinho da Poli

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