Trabalhando em dois países

Estadão

17 Agosto 2011 | 09h14

Uma coisa interessante da modernidade é a facilidade de comunicação e da troca de informação. Isso já se reflete na facilidade de obtermos artigos científicos, antigamente era necessário ir a biblioteca para ler as novidades ou pedir para o autor mandar uma cópia e aí esperar a carta chegar.

Hoje, usamos sites, como o PubMed ou o Google Scholar, e obtemos todos os artigos quase instantaneamente. Isso implica também que a quantidade de informação aumenta e existe mais para ser absorvido, mas permite que todos conheçam o que acontece no limiar do conhecimento assim que esse é expandido.

Outra faceta dessa integração é por exemplo a possibilidade de eu vir trabalhar nos EUA. Além disso eu ainda mantenho contato permanente com a minha orientadora em São Paulo e com a iniciação científica que eu orientava antes de vir trabalhar aqui. Semana passada a Thire, minha aluna de iniciação científica, começou alguns experimentos novos. Assim que ela acabou, me mandou os arquivos e eu consegui olhar e ajudar na análise que ela e a minha orientadora estão fazendo dos dados.

Com isso eu consigo trabalhar com experimentos acontecendo em países diferentes ao mesmo tempo! A minha orientadora, Alicia Kowaltowski, além dos alunos no Brasil me orienta aqui em Rochester e uma outra doutoranda
fazendo um sanduíche em Boston. Um dia ainda farei o mesmo!

Bruno Queliconi é doutorando no Instituto de Química da USP

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