Ser professora? Quem sabe…

Estadão

29 Julho 2010 | 12h50

Aos treze anos, influenciada por uma professora, coloquei na cabeça que iria cursar Letras. Comecei então a trabalhar por esse objetivo. Naquela época, qualquer interesse que eu me voltasse, não passaria de uma “sombra”.

No ano seguinte, quando entrei no ensino médio, escavei outros interesses. Queria que aquela “sombra” de vocação ficasse mais delineada. Desde então, me alimento fartamente da literatura, produção de textos e tudo que se relaciona à Linguagem.

Felizmente, tive professores inspiradores. Talvez isso explica o fato de eu ter escolhido um curso de Licenciatura, mesmo numa época de extrema desvalorização. Mas também tive “professores por acidente” – aqueles que vivem reclamando da profissão. Muitos desses aconselharam-me cursos de “altos pisos salariais”, como biotecnologia, biomedicina, e todas essas “bios” que estão em voga.

Recentemente, tentei pegar gosto por bioquímica num curso técnico. Não deu certo. Portanto, decidi não seguir “tendências de mercado” e “altos pisos salariais”. Escolhi com o coração. Vou continuar sendo parte dos míseros dois por cento que pretende fazer uma licenciatura.

Quanto a ser professora? Quem sabe.

Bianca Gonçalves estuda por conta própria para entrar em Letras

Mais conteúdo sobre:

biancaensino médioletras