‘Quero ser um bom cientista e professor universitário’

Estadão

28 Abril 2011 | 11h19

Olá a todos,

Sou o Bruno Queliconi, alunos de doutorado no departamento de Bioquímica do Instituto de Química da USP. Gosto de ciência desde criança, mas isso só ficou claro para mim após a coordenadora da escola onde fiz o ensino médio comentar, certa vez: “Nossa, impressionante como seus olhos brilham ao falar de biologia!”. Essa simples frase me fez perceber o quanto eu gostava de biologia e principalmente de descobrir coisas novas e fazer perguntas sem respostas!

Essa sensação se reforçou após eu participar da Olimpíada Brasileira de Química, que me deixou determinado a trabalhar nas duas áreas. Depois de uma certa indecisão sobre qual carreira seguir, prestei vestibular para Biologia na Fuvest já decidido em ser cientista e professor universitário (eu gosto tanto de dar aulas sobre temas desafiadores quanto de estudá-los).

Já no primeiro ano da faculdade, assuntos como longevidade e morte celular me despertavam um enorme interesse, o que me levou a um tema obscuro para muitos – radicais livres. Entrei pelo programa de iniciação científica no laboratório da professora Alicia Kowaltowski e gostei tanto dos radicais livres que os pesquiso até hoje, depois de seis anos.

Depois da graduação, continuei meus estudos na pós. Estou envolvido com uma série de novos e excitantes projetos, que me levaram a trabalhar com diversas pessoas e entrar na representação discente da pós-graduação na USP. Espero que meus esforços me levem a conseguir ser um bom professor universitário e um grande pesquisador!

Aqui no Rotina de Estudante, vou contar um pouco do meu dia a dia e falar das preocupações de um pós-graduando em Ciências Biológicas. Vou tentar mostrar os prazeres e os infortúnios que existem na pesquisa e na pós-graduação, no Brasil e no mundo.

Bruno Queliconi é doutorando no Instituto de Química da USP