Plantões da vida

Estadão

15 Novembro 2010 | 13h17

Quase não parei neste feriado. Aliás, parei na cama em alguns momentos só. Um plantão atrás do outro, quando eu menos esperava, minha chefe me ligava e me escalava para o seguinte. Será que eu era mesmo tão necessário assim ou que as outras estavam no bem bom curtindo um feriado na Praia Grande?

Hoje já é segunda e meu corpo pede arrego. Não consigo fazer meu trabalho pela metade, acabo me entregando demais, dou atenção (em demasia?) a todos os pacientes e colegas, gosto demais do que eu faço. Mas sinto que preciso de um respiro, para meu corpo se reabastecer de energias, para poder estar 100% ali quando todos precisarem da atenção, que eu tenho enorme prazer de dar quando estou trabalhando.

E começa mais um plantão.

Mariana é enfermeira e pós-graduanda da USP

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