Não precisa ser gênio para conseguir vaga em intercâmbio

Estadão

10 Agosto 2011 | 09h00

Aqui nos EUA o verão está acabando (assim como o inverno no Brasil) e as pessoas se preparam para começar o ano de estudos. Assim como no Brasil, o ano letivo aqui começa após o verão, mas as férias de verão são um período onde muitos trabalham ou procuram os cursos de pós-graduação e as universidades.

Os alunos de iniciação do laboratório onde estou trabalhando estão no programa de trabalho de verão, então eles são obrigados a cumprir uma carga horária semanal e recebem um salário. Além disso, existem programas para pessoas de fora dos EUA, que eu ainda não consegui descobrir o nome (mas coloco aqui assim que descobrir). Já conheci pessoas do Brasil, Porto Rico e México.

Todos eles ganharam moradia e um sálario e na semana passada apresentaram os trabalhos que fizeram nos laboratórios em formato de pôster. Alguns ficaram muito bons para três meses trabalhados, e conversando descobri que alguns iam para o laboratório no fim de semana também. Esse programa visa principalmente a convencer o aluno de que a pós na Universidade de Rochester é o melhor lugar para eles aplicarem.

Aí depois eles têm de passar na seleção para conseguir uma vaga. Pelo que soube, não é fácil, mas está longe de ser impossível. O necessário é fazer o GRE (um exame para os cursos de pós reconhecido mundialmente) e ter boas recomendações de laboratórios passados.

Como dizem, fica a dica! Procurem no site da Nature Jobs e da Science os intercâmbios. Há vários e, em geral, só necessitam de um certificado de inglês. Então, de novo, estudem inglês! E procurem os programas, eles existem e não são impossíveis de conseguir um lugar (ninguém que encontrei aqui era um gênio).

Bruno Queliconi é doutorando no Instituto de Química da USP

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