Mexa-se! Mas, em São Paulo, tenha paciência!

Estadão

06 Setembro 2010 | 08h00

Vou começar o post de hoje me desculpando com o pessoal do Estadão. Dizem por aí que teve gente refém na redação até as 21h, só esperando o meu texto chegar. Mas, desesperadoramente, o verbo chegar está cada dia mais difícil de ser conjugado em São Paulo. Eu e boa parte da nação paulistana ficamos presos todos os dias nos muitos quilômetros de congestionamento.

Esse panorama ilustrado por luzes, fumaça e buzinas me fez lembrar das minhas férias de julho. O destino escolhido foi Manaus. A população manauara tem 2.006.870 habitantes (IBGE 2009). A área da cidade é de 11.401 km² e, desse total, 229,5040 km² estão em perímetro urbano. A cidade também abriga a universidade mais antiga do Brasil, a Federal do Amazonas, fundada em 1909.

Chegamos onde eu queria: a universidade! O lugar me surpreendeu. Julgando pelas condições de ensino manauara “conhecidas” por nós aqui do Sudeste, uma das minhas quase certezas era de que claramente a maior dificuldade dos nortistas em ter uma vida acadêmica ativa e bem desenvolvida era exatamente chegar até as instituições. O acesso de comunidades ribeirinhas a algumas escolas só é feito através de barcos comandados por experientes pilotos que, em meio a imensidão dos rios, dispensam sem titubear nossos queridos GPS. Fiquei espantada.

De volta a São Paulo, após demorar 3 horas para percorrer exatos 27 km, distância entre a faculdade e a minha casa, minha certeza sobre acessibilidade paulistana está em baixa!

Boa semana para todos! E sem desculpas: acessar o blog é fácil e pode ser feito de qualquer lugar!

Mariana é enfermeira e pós-graduanda da USP

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