Marchas da Educação: um movimento coerente e altruísta

Estadão

26 Agosto 2011 | 08h30

De uns anos para cá, as “marchas” têm se tornado cada vez mais comuns nas grandes cidades brasileiras e o que mais me impressiona é a dimensão que têm tomado. Começaram discretas e, atualmente, é difícil abrir um jornal e não se deparar com alguma delas. No Estadão.edu li uma matéria que me impressionou bastante. Abordava a Marcha da Educação, sob a qual eu sequer tinha ouvido falar.

Convocam todo e qualquer cidadão brasileiro a despertar nossa educação desse “estado de coma” em que se encontra; exigindo, para isso, maior investimento no setor educacional.

Acreditem, ao pesquisar sobre a passeata tive uma nova surpresa. Os estudantes declararam apoiar um projeto de lei sob o qual falei aqui há mais ou menos um mês (filhos de políticos na escola pública).

Estou, agora, mais animado do que inseguro, mais excitado do que ansioso. Faço um apelo a todos cidadãos, que compareçam à marcha. Talvez, nunca na história do Brasil, houve um movimento tão coerente e altruísta.

Diz o site da Marcha: “descartados outros fatores, o brasileiro tem o dever de, em contexto de agitação mundial por melhores condições de vida (vide Espanha, Israel), deixar o papel de espectador para protagonizar o rumo da educação do seu próprio país.” E ainda:  “A Marcha da Educação é do estudante, do professor, do faxineiro, do executivo e de todos os que se importam com o futuro do País”.

Dia 27 (sábado), às 13h, no vão livre do Masp, na Avenida Paulista.

Caio Godinho é aluno do Anglo

Mais conteúdo sobre:

marcha da educaçãomarchas