Identificando erros no hospital

Estadão

26 Julho 2010 | 19h14

Olá, eu sou 1543808. Não! Calma, eu sei que posso lembrar aquela coisa que nos últimos meses só minha mãe sabe… Mariana Marques! Essa confusão  porque aos 24 anos sou enfermeira e há, aproximadamente, um ano mestranda pela Faculdade de Medicina da USP, quando fui subitamente reduzida ao número de matrícula da faculdade.

Bem, grosseiramente falando, minha pesquisa deriva dos erros da assistência de saúde, as chamadas iatrogenias ou Eventos Adversos – que é o termo mais moderninho. Não procuro só por acontecimentos médicos que, talvez pela gravidade, tenham maior destaque na mídia, mas também por pequenos incidentes que causam grandes alterações no desfecho da vida de quem está passando por uma internação hospitalar.

Não posso garantir que o tema que estudo seja absolutamente inédito, já que existem citações semelhantes datadas de 1700 a.C. (no código Hamurabi). O que reforça a ideia de que erros na assistência à saúde são tão antigos quanto a própria medicina. Fato que, na verdade, até me instiga a continuar tentando entender todo esse processo e, pretensiosamente, a querer detonar a máxima de Anton Tchekhov: “ Errar é humano: mais humano ainda é atribuir o erro aos outros”.

Então hoje, as pesquisas (inclusive a minha) buscam identificar quais os erros, qual o grau do prejuízo causado ao paciente e, principalmente, como evitá-los. Ou seja: Minimizar os erros e não exterminar os errantes!

Então, bem-vindos!

Abraços!

Mariana Marques, enfermeira e pós-graduanda da USP