Filosofarofando

Estadão

09 Agosto 2010 | 09h28

Segundo Aristóteles, tudo tem um telos, que pode ser considerado como um objetivo interno que se quer atingir. Creio que qualquer criatura nesse mundo tem um telos: um abacateiro tem um telos, abelhas tem e até a seleção do Dunga teve! O ponto vital dessa teoria de Aristóteles é que o telos da humanidade é a FELICIDADE. Ah, aqui entre nós… dá pra negar que as pessoas estão eternamente em busca da felicidade?!

Não, você não errou o link! Aqui não é o blog de auto-ajuda e também não lerei o seu horóscopo de hoje! Toda essa filosofia de boteco é parte integrante dos meus pensamentos durante uma conversa que tive com outros pós-graduandos. Nossa! Quanta INSATISFAÇÃO! Ok, todos sabemos que a vida de estudante não é um mar de rosas, mas se a pós–graduação representa: dor, cansaço, vergonha, atraso entre outras reclamações, o que esse ser humano está fazendo num programa de mestrado ou doutorado? Pisando no próprio telos só pra exercitar?!

Está aí uma coisa que eu não entendo! Existe uma boa explicação para que tantas pessoas se forcem a fazer as coisas? Principalmente estudar, sendo que depois do ensino médio, quase sempre, ninguém mais está puxando seus pés às 6 horas da manhã e dizendo: você está atrasado!

Bem, quando parei de ouvir os lamentos dos meus companheiros (não que tivessem parado de falar, mas minha audição seletiva é capaz de coisas incríveis), passei a buscar internamente explicações razoáveis para o comportamento daqueles adultos. Uns 5 minutos depois, me ocorreu uma piadinha da qual desconheço a autoria:

“A Sra. Malta estava passeando com seus dois netinhos. Uma amiga parou e graciosamente perguntou que idade eles tinham. Ela respondeu:
– O médico tem 5 e o advogado 7.”

Gente, será essa a explicação? É tudo culpa da vovozinha deles?!

Mariana Marques, enfermeira e pós-graduanda da USP


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