Felicidade pós-trabalho árduo

Estadão

03 Agosto 2011 | 16h56

Já faz mais de um mês que estou trabalhando aqui nos EUA. A adaptação ao ambiente de trabalho foi tranquila e já estou me acostumando a viver sozinho. As primeiras semanas no laboratório foram de aprendizado. Conheci diversas técnicas diferentes e fui aprendendo onde estava cada coisa no laboratório e como tudo funcionava.

Agora que conheço o laboratório quase todo já estou em ritmo de cruzeiro. Já sei como fazer todos os experimentos que uso no dia a dia. Aqui, aprendi a usar um microscópio de fluorescência, uma câmera de hipóxia, a modificar geneticamente C. elegans e como usar RNA de interferência (técnica para impedir a produção de uma determinada proteína). Acho que a maioria dessas técnicas diz pouca coisa para a maioria das pessoas mas garanto que todas são técnicas úteis.

Sabendo de tudo isso e conhecendo o laboratório, já consigo planejar meus experimentos e trabalhar a maior parte do tempo sozinho. Assim, voltei ao ritmo a que estava acostumado na USP: chegar não muito cedo e trabalhar até de noite com uma pausa no fim da tarde para relaxar. Com isso, obtive dados suficientes para responder a parte do que preciso em uma semana! E consegui imagens boas que ajudam a provar a minha hipótese.

E apesar de na semana passada ter trabalhado muito mais horas do que nas outras, aqui me sinto muito mais feliz e realizado! As coisas finalmente estão andando – e em bom ritmo. Tomara que as informações que obtive continuem a apoiar a minha hipótese. Assim, terei o que preciso rapidamente e poderei começar um projeto paralelo aqui enquanto espero a data da minha volta.

Bruno Queliconi é doutorando no Instituto de Química da USP

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