Criatividade para não enlouquecer

Estadão

12 Agosto 2010 | 16h53

Uma das minhas metas para o vestibular é tirar uma boa nota, próxima da máxima, nas redações. Para cumprir minha meta, selecionei vários livros para estudar, e escolhi, por curiosidade, apostilas de cursinho. Após estudá-las, percebi que não havia nada novo. Todas elas seguem o mesmo padrão de conteúdo: macetes gramaticais, modelos de confecção de texto, etc.

A redação é exceção no vestibular. Enquanto a prova inteira pede a aquisição de “conhecimento-decoreba”, a redação pede criatividade. Não existe “macete” para escrever uma boa redação. O estudante precisa, além de dominar a linguagem, saber traduzir seu conhecimento “além-ensino médio” num texto escrito. E é nessa hora que muitos encalham. Apostila de cursinho não fornece esse tipo de conhecimento.

O vestibular da Unicamp, que é o meu foco, inovou nas propostas esse ano. Sem o padronizado texto dissertativo-argumentativo, agora são três redações de gêneros diferentes. Enxerguei o modelo novo como uma oportunidade de ir além do didatismo chato dos livros. Ao invés de ficar só no cronograma, eu mesma crio as propostas. Pego um filme, um texto lieterário, ou jornalístico e deixo a rotina mais interessante.

Tento fazer do meu estudo o mais criativo possível. Se eu seguisse um cronograma de cursinho, com certeza ficaria entediada. Ou louca.

Bianca estuda por conta própria para entrar em Letras