Como uma onda no mar

Estadão

26 Novembro 2010 | 10h49

De fisioterapia para jornalismo. E antes disso era enfermagem. Como é difícil escolher uma carreira! Quando estava no 6º ano tinha colocado na cabeça que faria enfermagem, só pensava nisso e dizia que era isso que faria, ponto final. Chegou o último colegial, e um belo dia pensei: e fisioterapia? Confesso que também pensei em radiologia e recursos humanos. Só que fisioterapia havia ganhado aquele round.

Passei na faculdade, não passei? Pois bem, agora mudo novamente de ideia para o meu futuro: jornalismo. Nessas horas eu penso: ainda bem que não prestarei Fuvest este ano. Mas isso é normal, muita gente na véspera do vestibular ainda tem dúvidas, é perfeitamente natural termos dúvidas e não devemos desmerecê-las por isso.

Quem nunca teve dilemas? Creio que todos devem ter passado por algo assim.

É aquela velha história do menino que queria ser médico durante a infância, e depois acabou se formando em literatura. As coisas mudam, sempre mudam e sempre mudarão, ainda mais no que depender nas pessoas. É isso que torna a coisa divertida, sabe? Você não esta preso a nada, tome consciência disso, ninguém pode te obrigar a seguir uma carreira que não lhe agrade. Tente, tente quantas vezes quiser quantos cursos vierem na telha, cedo ou tarde vai acabar achando algo com o qual se identifique.

Hoje temos uma vantagem que nossos pais não tinham, existe toda uma variedade sem tamanho em carreiras além daquelas tradicionais que muitas pessoas acreditam cegamente serem as únicas e melhores. Há de tudo, é só passar uma hora na frente de um computador, ou até mesmo olhando folhetos de universidades, que poderá encontrar coisas das quais nunca sequer havia pensado existir. Não é fantástico? Você não precisa atravessar o oceano para fazer algo diferente com sua vida, tudo que precisa fazer é abrir os olhos e ver as milhares de possibilidades que estão à sua frente.