Clima de vestibular

Estadão

24 Maio 2011 | 09h34

Faltando cerca de um mês para o fim do semestre, o clima eufórico de vestibular já é evidente na escola. Enquanto alguns já se inscrevem para as turmas de maio dos cursinhos, às vezes até sem saber o curso para o qual vão concorrer no fim do ano, outros, como eu, passam as tardes fazendo aulas de revisão.

Desta forma, preocupações em relação ao segundo semestre já começam a brotar, uma vez que os alunos do 3.º ano precisam decidir com antecedência seus respectivos métodos de estudos para o vestibular. Hoje, por exemplo, serão realizadas provas de bolsa para a turma de agosto do Anglo. Aqueles que optarem pelo cursinho, portanto, já devem começar a se mobilizar.

Como se não bastasse, professores já começam a direcionar foco às provas do final de ano. Provas testes de duas matérias são realizadas todas as segundas-feiras em sala de aula. Os corretores de redações, muitas vezes ex-corretores da Fuvest, passam a ter a mão mais pesada e orientações de estudos de apenas uma matéria já chegam com até mais de 260 questões.

Em contrapartida, se por um lado os esforços e a exigência de agora em diante só tendem a aumentar, por outro perpetua uma sensação de ansiedade, liberdade e independência na perspectiva de ingressar na universidade. Sensação esta que parece fazer tudo valer a pena.

Tomás Millan é aluno do 3.º ano da Escola Vera Cruz

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