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Vestibular Unesp: o que diz o cursinho Objetivo

Redação

13 Junho 2010 | 22h01

A pedido do Estadão.edu, professores do cursinho Objetivo analisaram a prova do vestibular de meio de ano da Unesp, aplicada neste domingo para 8.335 candidatos.

O exame é composto por 90 questões de múltipla escolha, sendo 30 de Ciências Humanas (história, geografia e filosofia), 30 de Ciências da Natureza e Matemática (física, química, biologia e matemática) e 30 de Linguagens e Códigos (língua portuguesa, literatura, arte, educação física e língua inglesa).

Português e literatura

Segundo o professor Nelson Dutra, as provas da Unesp têm um perfil bem definido: “é uma prova textual, baseada em interpretação”.

Ele diz que achou a prova “bem fácil”, pois a maioria das 20 questões tinham respostas “praticamente transcritas do texto”.

“Talvez as questões mais difíceis foram as de 11 a 15, porque estavam baseadas num texto do simbolista Cruz e Souza.”

Inglês

Os dois textos da prova, que tinha dez questões, tratavam do mesmo assunto – os extraterrestres. “Foi uma prova bem objetiva, com alternativas claras cujas respostas estavam no próprio texto”, diz a professora Maria Cristina Armaganijan.

Toda baseada em interpretação de textos, não cobrou nada de gramática. “O aluno precisava ter conhecimento de vocabulário e saber ler em inglês”, avalia a professora. “Mas não tinha nada de complicado. Foi uma prova de nível médio”

História

Para o professor Daily de Matos Oliveira, a prova não apresentou surpresas e abrangeu todo o conteúdo programático, dentro de suas possibilidades.

“Não teve grandes novidades. Algumas questões eram de interpretação, outras extremamente diretas”, afirma Oliveira. Ele destaca três temas que os alunos devem prestar atenção, pois serão recorrentes nos próximos vestibulares: a história do Haiti, de Cuba e da África do Sul. “Este último por causa da Copa do Mundo.”

Geografia

Na avaliação da professora Vera Lúcia de Costa Antunes, a prova da Unesp tem elementos muito semelhantes com os do novo Enem. “A proposta da prova é visar a realidade que o aluno vive. Não adianta ele ter conhecimento teórico sem saber as questões da atualidade.”

Nesse contexto, ela destaca o uso de textos para contextualizar o assunto, gráficos, tabelas, mapas e charge. “A prova é muito ilustrada, e o fato de ter sido impressa em cores ajuda o aluno a visualizar a questão. Assim, ele ganha tempo”, opina.

Segundo ela, o aluno que está atento aos temas da atualidade e faz leitura frequente de jornais e revistas se destaca. Das 12 questões, 2 eram baseadas em textos publicados no Estado.

“Para ser um grande profissional, o estudante não pode estar alienado do que acontece a sua volta”, afirma Vera Lúcia.

Filosofia

De acordo com o professor José Maurício Mazzucco, foi a primeira vez que filosofia foi cobrada de forma “explícita” no vestibular da Unesp. “Já caíam alguns elementos nas provas de história e de português”, lembra.

“Foi uma prova bem bonita”, diz o professor, sobre as seis questões do exame. “Não foi ‘conteudista’. O aluno que sabe ler, fazer conexões com o que está acontecendo no mundo, conseguiu fazer bem.”

Biologia

Para o professor Luiz Augusto de Barros, a prova de biologia, com oito questões, também estava apoiada em atualidades. Uma das questões, por exemplo, falava do vírus H1N1, que causa a gripe suína.

“Eles também falaram sobre evolução biológica usando o filme Avatar”, aponta. “Estão cobrando conhecimentos de forma contextualizada com fatos atuais.”

De acordo com ele, não há qualquer tipo de erro na prova ou alternativas que deixam o candidato com dúvidas. “A banca da Vunesp está de parabéns.”

Química

Das seis questões, só era necessário fazer contas em uma, afirma o professor Alessandro Nery. “Talvez o aluno não estivesse preparado para isso, mas não quer dizer que tenha sido difícil.”

Segundo ele, os enunciados não eram tão compridos, mas continham bastante informação. “A prova teve nível de dificuldade médio”, aponta. “Ao ter buscado a intertextualidade em algumas questões, pode ter complicado um pouco para o aluno.” Ele cita como exemplo a questão 74, que cobrou conhecimentos de biologia.

Física

“Uma prova bem feita, com enunciados claros”, destaca o professor José Carlos Garcia, sobre as seis questões de física. “São poucas questões e, por isso, você não consegue abordar toda a matéria. Mas, o que abordou, o fez de maneira competente.”

Segundo ele, os textos “muito longos”, usados para contextualizar as questões, podem ter complicado a vida de alguns candidatos. Para o professor, a questão 80, sobre magnetismo, foi a mais difícil.

Matemática

Duas questões clássicas, com textos curtos, e seis contextualizadas, com textos longos. Essa oposição marcou a prova de matemática, na avaliação do professor Giuseppe Nobilioni.

“Apesar de terem sido apenas oito questões, a prova foi abrangente”, diz ele. “Tinha muito pouca conta para fazer e, no caso das questões com enunciados mais longos, o perigo era o aluno desanimar na leitura ou ficar afobado e não perceber bem o que se perguntava.”

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