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Tema do último dia da Unesp são os valores

Redação

05 Julho 2010 | 18h39

O último dia da segunda fase do vestibular do meio de ano da Unesp teve a maioria das questões permeadas pelo tema Valores. De acordo com professores consultados pelo Estadão.edu, o exame realizado nesta tarde não exigiu grandes esforços dos vestibulandos – considerado de nível médio a difícil.

Hoje, os candidatos resolveram a prova de linguagens e seu códigos, além da redação. “A prova não estava difícil, mas ficou longe de ser trivial”, afirmou a professora de português Célia Passoni, do Etapa vestibulares. De acordo com ela, os textos abordados foram muito bem escolhidos, exigindo que o aluno tivesse uma boa leitura interpretativa.

Célia chama atenção para a questão que envolveu um poema do repentista cearense Patativa do Assaré e um texto do escritor Murilo Mendes. “As questões envolveram e aguçaram a inteligência do candidato”, diz ela. A professora lamentou, entretanto, que o vestibular não tenha exigido literatura de um modo mais sistemático.

Para Elizabeth de Melo, professora de português do Objetivo, foi uma boa prova, que não estava difícil. “Foi interessante essa questão sobre a variante linguística. O aluno tinha que passar o Patativa do Assaré para a norma culta e apontar os erros de concordância”, afirmou.

O tema da redação seguiu o da prova: “Os Valores Morais e sua Importância na Sociedade”. Para os professores, uma proposta interessante. “Os alunos poderiam dizer que esses valores não são levados em conta num mundo de corrupção, violência e atitudes antiéticas, descuido dos desfavorecidos”, afirma Elizabeth. A professora do Etapa afirma que o tema facilitou a vida dos candidatos. “O aluno tem muitos exemplos para trabalhar no texto”, afirma Célia Passoni.

 

Inglês

As questões de inglês foram consideradas um pouco mais difíceis que o restante da prova. Com um único texto baseando todas as perguntas, a prova exigiu bom vocabulário dos candidatos. “Prova bem elaborada e exigente”, diz Alahkin de Barros Filho, do Etapa. “As perguntas foram diretas, o que facilitou. Mas o aluno tinha que ter uma compreensão ampla do texto”, completa Alahkin.

A professora de inglês do Objetivo Cristina Armaganijan concorda que a maior dificuldade estava no texto. “O vocabulário pedido não era tão complicado. O assunto – valores humanos relacionados à tecnologia – talvez fosse o mais difícil”, diz. A professora classificou a prova com dificuldade entre média e difícil.

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