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Unesp é única universidade estadual de SP que adotou cotas

Redação Estadão.edu

17 Novembro 2013 | 16h40

Pedro Sibahi, especial para o Estado

A Unesp, cujo vestibular ocorre neste domingo, 17, é a única universidade estadual de São Paulo que adotou cotas. As metas de inclusão são progressivos.

Neste ano, das 7.259 vagas disponíveis, 15% são reservadas para alunos vindos da escola pública. Dentro desse montante, 35% será destinado exclusivamente para pessoas que se declararem pretas, pardas ou indígenas, o que corresponde a 391 vagas.
Caso esse número não seja preenchido por candidatos cotistas, a universidade irá destinar os postos aos demais vestibulandos.

A decisão da Unesp em estipular metas de inclusão foi decidida em abril, conforme adiantou na época o estadão.com.br. Naquele momento, foi estipulado que as metas deverão ser atendidas ao longo dos próximos anos, da seguinte forma: 15% (2014), 25% (2015), 35% (2016), 45% (2017), 50% (2018).

No total, há 171 opções de cursos em 23 cidades: Araçatuba (155 vagas), Araraquara (855), Assis (405), Bauru (1.045), Botucatu (600), Dracena (40), Franca (400), Guaratinguetá (310), Ilha Solteira (270), Itapeva (80), Jaboticabal (280), Marília (475), Ourinhos (90), Presidente Prudente (640), Registro (40), Rio Claro (490), Rosana (80), São João da Boa Vista (40), São José do Rio Preto (460), São José dos Campos (120), São Paulo (184), São Vicente (80) e Tupã (120).

Outras: USP e Unicamp optaram por aumento na bonificação para tentar aumentar a inclusão. Na Unicamp, o sistema de bônus vai dar 60 pontos extras na segunda fase para alunos que cursaram todo ensino médio na rede pública. Aqueles que se autodeclararem negros, pardos e indígenas ainda terão 20 pontos extras.

Na USP, o Conselho Universitário aprovou em julho a criação de um bônus de 5% no vestibular para candidatos de escolas públicas que se declararem pretos, pardos ou indígenas. Os alunos com esse perfil poderão ter um bônus de até 25% na nota. Sem o critério racial, o bônus para a escola pública é de até 20%. A USP traça uma meta até 2018 para ter 50% de alunos de escolas públicas em seus cursos, mas não se compromete a de fato atendê-las caso a bonificação não seja suficiente.