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‘Sustentabilidade é difundida, mas vemos pouca prática nas escolas’

Para especialistas, escolas e professores devem dar o exemplo para engajar os estudantes e a comunidade

Redação Estadão.edu

04 Abril 2017 | 16h50

Por Isabela Palhares

A escola e professores têm de dar o exemplo para engajar alunos e comunidade. É o que defendem os professores Nicola Unite, da Green School, na Indonésia, e Valnei Alexandre da Fonseca, da escola estadual Erich Walter Heinch, na zona oeste do Rio. As duas escolas são referência mundial em projetos de sustentabilidade.

“Sustentabilidade é um conceito muito difundido, mas ainda vemos muito poucas ações sendo colocadas em prática. O aluno só vai trabalhar em um telhado verde se ver o professor também fazendo isso. É uma questão de participação, todos têm de estar envolvidos”, disse Fonseca.

A escola na qual Fonseca é diretor tem um telhado verde, pavimentação dos pátios com coleta de água da chuva que é utilizada nas descargas dos banheiros e para a irrigação do telhado, as salas de aula são mantidas limpas pelos próprios alunos. “Nossa proposta e nossa preocupação é não dissociar a formação básica curricular da formação profissional, associada à sustentabilidade”.

Na Green School, quase toda a estrutura da escola e o mobiliário são feitos de bambus, as salas têm climatização e iluminação natural. Os alunos aprendem a plantar e cultivar os alimentos, que depois preparam para as refeições escolares. “Na nossa escola defendemos que o mais importante não é o que aprendemos, mas como se dá esse processo. Quando um aluno se envolve e acredita em um projeto, ele vai aprender mais”, contou Nicola.