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Sem consenso entre alunos, invasão na USP continua

Paulo Saldaña

18 Março 2010 | 20h47

Por Luciana Alvarez

Em uma coisa quase todo mundo concorda: o número de moradias estudantis não é suficiente para uma universidade do porte da USP. Mas invadir um prédio da Coordenadoria de Assitência Social (Coseas) é uma ideia muito mais polêmica. Ainda assim o grupo de ocupantes continuava no Coseas nesta noite, alegando que não foi procurado pela universidade para negociar. A coordenadora do Coseas, Rosa Godoy, foi até o local de manhã para conversar, mas os manifestantes não permitiram que ela entrasse.

Mesmo porque muita gente não reconhece a Amorcrusp, que convocou a assembleia na qual foi decidida a invasão, como representante legítima dos moradores do Crusp. “O líder do movimento nem está matriculado USP, ele não representa os moradores”, afirmou a estudante de Letras Fernanda Guarniere, que é de Mogi-Mirim. Ela chegou a ficar quase um ano em um alojamento antes de conseguir seu quarto no Crusp, mas não reclama. “Se não fosse pelo Coseas, não teria conseguido fazer a faculdade.” 

Sara Freitas, representante da Assembleia de Moradores de Pós-Graduação do Crusp, concorda com as reivindicações dos ocupantes, mas não a invasão. “Há outros caminhos. Isso aqui não é cabaré. O Estado nos concede isso para darmos um retorno à sociedade”, afirmou. Quando chegou ao Crusp, em 2004, disse que encontrou uma série de irregularidades, mas conseguiu organizar um grupo de estudantes interessados e negociar com o Coseas.

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