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2º dia da UFSCar foi tranquilo, mas exigiu capacidade de síntese, dizem professores

Redação

14 Dezembro 2009 | 19h16

O vestibulando que fez o segundo dia de prova da UFSCar, na tarde desta segunda-feira, foi cobrado muito pela habilidade da síntese, segundo professores dos cursinhos Etapa e Anglo. A prova tinha enunciados curtos e diretos, mas que exigia respostas longas – que deveriam ser escritas em espaços bem pequenos.

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De acordo com o professor de química do Etapa, Édison Camargo, “os alunos teriam que estar treinados a escrever pouco”. Segundo ele, essa era a maior dificuldade na discplina, que exigiu conceitos e praticamente nenhum cálculo. “Uma prova sem exageros, exigindo matérias importantes e de forma contextualizada.”

Ser sintéticos foi também o desafio na parte de história. “Interessante que esse bloco tinha textos bem curtos, mas dava ao vestibulando a possibilidade de escrever muito e o espaço na folha era praticamente insuficiente”, afirma o coordenador do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento, que achou a prova de hoje “tranquila”.

O professor de história do Etapa, Antonio Carlos da Costa Ramos, concorda sobre o curto espaço para as respostas. “Os enunciados eram bem curtos, mas a prova pedia conteúdo. O aluno precisava saber selecionar as informações”, disse ele.

Segundo Ramos, as cinco questões de história, cada uma com itens A e B (como em todas as discplinas), foram difíceis. “Mais da metade foi de alta complexidade. Uma prova muito bem elaborada e bastante exigente”, disse.

Em geografia, os candidatos encontraram uma prova considerada tranquila, segundo os professores. Para o coordenador de Georafia do Etapa, Omar Fadil, “a prova foi muito facil”, com exceção à questão 8, sobre litoral. “Esta foi complicada porque tratava de um tema pouco comum em provas e nas aulas”, disse o professor. A questão pedia que o aluno explicasse a diferença entre ‘mar territorial’ e ‘zona ecônomica exclusiva’. Em um dos itens, o candidato teria que explicar por que o Brasil se encarregou das buscas referentes ao acidente com o voo da Air France.

Cálculos aritméticos foi a maior dificuldade da prova de física, segundo Marcelo Monte Forte da Fonseca, coordenador de Física do Etapa. “A prova manteve características positivas da UFSCar, de contextualização, com todos os igredientes de um bom vestibular”, diz. “Mas o candidato precisava fazer contas muito chatas.”

Biologia não foi probelma para os inscritos, segundo os professores consultados. “A prova foi de nível simples, não ofereceu dificuldade para os alunos”, afirma Nascimento, do Anglo. Professor da disciplina no Etapa, Angelo Antonio Pavone concorda. “Foi um vestibular tranquilo, com questões predominantemente básicas”, diz ele.