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Segunda fase do 8º Exame da Ordem Unificado é avaliada como “fácil” por professores

Redação

21 Outubro 2012 | 21h05

Mais de 51 mil estudantes e bacharéis em Direito fizeram neste domingo, 21, a segunda fase do 8º Exame da Ordem Unificado. Nesta etapa, de caráter prático-profissional, os candidatos tiveram de redigir uma peça jurídica e responder a quatro questões discursivas sobre a área do direito em que pretende atuar: Direito Administrativo, Civil, Constitucional, do Trabalho, Empresarial, Penal ou Tributário.

A maioria dos professores ouvidos pelo Estadão.edu avaliou o nível de dificuldade do exame como “fácil” e “tranquilo”. De modo geral, as questões exigidas não apresentaram grandes dificuldades.

“Sinto que cada vez mais as provas têm se aproximado da realidade que deve ser enfrentada pelos candidatos quando eles forem atuar na área”, diz Guilherme Strenger, professor de Direito Processual de Civil do cursinho preparatório FMB. Ainda assim, Strenger aponta que a peça exigida em civil trouxe um tema inédito na história do exame, o usucapião. “Alunos que tiveram professores que se baseiam apenas em provas anteriores devem ter tido alguma dificuldade, mas a questão em si era simples”, diz.

Paulo Roberto Bastos, professor de Direito Empresarial, classifica a prova como honesta. “Sem pegadinhas, ela foi objetiva como todo concurso deve ser”, afirma.

O único erro encontrado pelos docentes no exame estava na prova de Direito do Trabalho. Em uma das proposições, o nome Pedro ocupava o espaço onde deveria estar escrito Guilherme em uma segunda referência a esta pessoa, o que tornava a questão sem sentido, segundo Márcia Cristina Gemarqui, professora da área no FMB. O problema, no entanto, foi identificado e levado até os alunos ainda durante a realização do exame.

João Aguirre, coordenador de OAB da LFG, chegou a criticar a divisão das questões do exame. Segundo o professor, o edital publicado pela FGV prevê quatro questões por área, além da peça processual. Mesmo assim, Aguirre afirmou ter encontrado no exame uma questão que possuía quatro itens. “Isso inclui quatro questões em uma única, o que acaba prejudicando os alunos no que diz respeito ao tempo”, diz.

A peça processual vale 5 pontos e cada questão, 1,25. Para ser aprovado no exame, o candidato precisa tirar nota maior ou igual a 6. Na fase anterior, aplicada no dia 9 de setembro, 114.520 candidatos responderam a 80 questões de múltipla escolha. 44,75% dos participantes acertaram pelo menos metade delas, o que lhes garantiu uma vaga da etapa seguinte.

O padrão de respostas da prova prático-profissional será divulgado no dia 5 de novembro, no site da FGV. No dia 8,  será divulgado o resultado preliminar dessa etapa. Os candidatos terão então três dias para entrar com recurso caso discordem das notas que lhes foram atribuídas. O resultado final será publicado no dia 21 de novembro.

* atualizado às 22h50

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