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Rodas: “Protestos são normais”

Redação

26 Novembro 2009 | 16h58

Por Carolina Stanisci

O reitor da USP, João Grandino Rodas, não estava na USP hoje à tarde, quando manifestantes invadiram o prédio da antiga reitoria, por volta das 15h, para protestar contra sua posse. Ele havia deixado a universidade às 12h30. Ficou sabendo pelo telefone da invasão.

“Protestos são normais. Alguns são mais ruidosos, outros menos”, disse. Para Grandino, os alunos não entenderam o teor do comunicado que cancelava a cerimônia de posse de hoje e a transferia para 25 de janeiro. “Eles acharam que foi cancelamento? Problema deles. Estamos num período de transição. Não se sabe em que pé está a reitoria. É necessário que antigo e novo reitor trabalhem continuamente”, afirmou.

Para Rodas, os manifestantes estariam lá por conta das eleições do DCE, marcadas para ocorrer entre hoje e amanhã. “Há um grupo que se intitula ‘Juventude Revolucionária’. Não sei bem se é esse o nome do grupo, me contaram isso.”

Já os manifestantes se diziam contra o processo de eleição que o selecionou, mesmo sendo o segundo da lista tríplice entregue ao governador José Serra. “Eles não concordam com o sistema com um todo. Não têm legitimidade para reclamar sobre as partes”, diz, ressaltando a importância de um período de transição. “Todas as empresas fazem isso.”