Resultado do Enem 2019 será divulgado em 17 de janeiro de 2020
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Resultado do Enem 2019 será divulgado em 17 de janeiro de 2020

Para acessar o desempenho individual, os estudantes devem acessar a Página do Participante, com CPF e senha; veja como usar a nota do exame

Redação Estadão.edu

18 de dezembro de 2019 | 13h45

SÃO PAULO – Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão divulgados em 17 de janeiro pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os estudantes poderão consultar suas notas individuais na Página do Participante, no portal ou no aplicativo da prova, com Cadastro de Pessoa Física (CPF) e senha.

Para os “treineiros”, isto é, para quem não irá concluir o ensino médio em 2019, o boletim será publicado em março.

Candidatos no primeiro dia de provas do Enem 2019 Foto: Felipe Rau/Estadão

A nota do Enem pode ser usada pelos estudantes para ingressar em uma universidade pública, concorrer a uma bolsa integral ou parcial no Programa Universidade para Todos (ProUni) ou ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) em instituições privada e até para cursar o ensino superior em Portugal.

Veja como usar a nota do Enem

Sisu

O estudante que participou do Enem de 2019 e quer estudar em uma universidade federal pode realizar a inscrição no Sisu no primeiro semestre de 2020. Para concorrer a uma vaga pelo programa, é preciso ter obtido uma nota acima de zero na redação.

Ao efetuar a inscrição, o candidato deve escolher até duas opções de cursos ofertados pelas instituições participantes. Ao final, o sistema seleciona os mais bem classificados em cada curso, de acordo com as notas no Enem e eventuais ponderações, como pesos atribuídos às notas ou bônus. Caso o desempenho do candidato permita o ingresso nos dois cursos, prevalecerá a primeira opção, com apenas uma chamada para matrícula.

Ingresso direto

A nota pode ser usada para entrar de forma direta em uma instituição de ensino superior particular. Para isso, o estudante não precisa realizar provas nem pagar taxas, apenas se inscrever no site ou diretamente na instituição de interesse e aguardar o resultado da seleção. O pré-requisito é que o estudante tenha feito alguma edição do Enem desde 2010 sem zerar nenhuma das provas.

ProUni

O estudante que estiver de olho em instituições privadas de ensino superior pode concorrer a bolsas integrais (100%) e parciais (50%) por meio do ProUni. Para se inscrever na iniciativa, o estudante que participou de alguma edição do Enem desde 2010 deve ter obtido média de ao menos 450 pontos e não ter zerado a redação.

Para bolsas parciais, a renda familiar bruta mensal do candidato deverá ser de até três salários mínimos por pessoa (cerca de R$ 3 mil). Já o benefício integral exige que o ganho seja de até um salário mínimo e meio por pessoa (cerca de R$ 1.500). As bolsas são dadas em cima dos valores cobrados na mensalidade de instituições de ensino privadas.

Fies

Com a nota do Enem, o candidato também pode concorrer a uma vaga pelo Fies. O programa está dividido em duas modalidades: juros zero a quem mais precisa (renda familiar de até três salários mínimos por pessoa) e escala de financiamento que varia conforme a renda familiar do candidato.

Para participar, as regras são as mesmas do ProUni: o candidato que participou de qualquer edição do Enem desde 2010 precisa ter desempenho de pelo menos 450 pontos média nas provas e não zerar a redação.

A outra modalidade, o Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies), é para alunos com renda per capita mensal familiar de até cinco salários mínimos (cerca de R$ 5 mil). Nesse caso, o programa funciona com recursos dos Fundos Constitucionais e de bancos privados participantes.

Enem Portugal

Os resultados individuais no exame podem ser usados nos processos seletivos de 47 instituições de ensino superior portuguesas, que definem as regras e os pesos das notas, no chamado Enem Portugal. Os convênios são firmados pelo Inep.

Vale lembrar aos interessados que a revalidação de diplomas e o exercício profissional no Brasil dos estudantes formados em Portugal estão sujeitos à legislação brasileira. As instituições de Portugal são responsáveis por comunicar as regras aos candidatos.

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