Quase duas semanas de Suíça
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Quase duas semanas de Suíça

Redação

17 Fevereiro 2011 | 08h00

Cheguei da aula de Alemão, dei uma ajeitada na casa e agora preciso me arrumar para a noite do fondue com todos os intercambistas. Finalmente, irei provar o prato mais famoso da Suíça. Mas vou começar do começo.

Chegar a um país desconhecido, com uma língua totalmente diferente, carregando malas de mais de 35 kg, reserva grandes risadas e muito aprendizado.

Viajei no mesmo vôo do meu amigo Ricardo, que também veio para St Gallen fazer intercâmbio. Chegando ao aeroporto de Zurich, tivemos que descobrir como pegar o trem para nossa cidade. Por sorte, muitas pessoas falavam inglês por lá. Depois de comprar os bilhetes, tivemos que descer as escadas rolantes com os carrinhos de mala, cada um com 60 kg mais ou menos.

Bom, passado um problema com o carrinho e a escada rolante, o embarque e desembarque das malas também não foram fáceis, mas conseguimos chegar até St Gallen. Logo tomei um táxi e adivinhem? O taxista era afegão e não falava nem português nem alemão… Eu perguntei o que ele falava e a resposta foi: árabe e turco. Então a comunicação foi via papel e caneta. Tipo, escrevi o endereço e apontei. Ele entendeu!

Chegando em casa, pensei que finalmente ia tomar um banho e descansar, pois já estava viajando há quase 24 horas. Foi quando descobri que morava no 5º andar do prédio SEM ELEVADOR! Mais uma hora para subir toda bagagem e aí sim pude tomar um banho!

Durante a primeira semana, saíamos a andar pela cidade todos os dias a pé a fim de descobrir o que havia para fazer. A cidade é muito bonita e agradável, e nessas andanças descobrimos o melhor chocolate quente do mundo!

Descobrimos também uma loja de esqui que tem um dono que ama brasileiros. Então, fizemos amizade com ele e alugamos uns esquis. Queríamos esquiar e combinamos um dia de esqui com outros intercambistas. Uma hora de trem e estávamos na estação.

Entrei na pista. Nunca tinha esquiado na vida e não quis pagar pelas aulas bem caras. Restou ao Ricardo, que já tinha esquiado UMA vez, me ensinar! Foram três horas de esqui, duas horas e meia no chão, tentando levantar para cair de novo. E, então, eu suava – pois a roupa de esqui é muito quente – e já não tinha mais força nas mãos. E como ninguém vem te ajudar a levantar, resolvi deitar e descansar, enquanto comia neve e pensava: “onde está o glamour? Eu estou nos Alpes, na Suíça! Por que as pessoas mentem falando que esquiar é tão maravilhoso?! O que eu estou fazendo aqui?”

Mas, depois que peguei um pouco do jeito, tudo ficou mais legal e divertido. Então, você começa a experimentar a sensação de esquiar. Tenho que concordar que é uma delícia! A paisagem é maravilhosa e, enquanto apenas o barulho do esqui em contato com o gelo corta o silêncio das montanhas, você aprecia a vista, o sol te esquenta e o vento frio refresca seu rosto. Até que, de repente, você encontra um restaurante/café no pico da montanha com a vista mais linda do mundo. E então, você senta para descansar, toma um chocolate quente ou uma cerveja apreciando a vista.

Neste momento, pensei: “achei o glamour de esquiar!”. A sensação é realmente única. Todos devem experimentar. Essa foi a primeira semana… Melhor do que eu podia imaginar.

Carolina Andraus tem 22 anos, é aluna de Administração no Insper e faz intercâmbio de seis meses na Business na Universidade de St. Gallen, na Suíça