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‘Prova não exigiu nada de absurdo’, diz coordenador de cursinho

Redação Estadão.edu

17 Novembro 2013 | 20h30

Allan Nascimento e Vanessa Vieira, especial para o Estado

Uma prova com temas recorrentes e de conhecimento dos alunos do ensino médio – mas que exigia atenção por conta dos grandes enunciados. Essa foi a análise dos professores do cursinho Oficina do Estudante sobre o vestibular da Unesp.

“Comparando com o ano passado, a prova deste ano estava mais trabalhosa e cansativa”, afirmou o diretor pedagógico da Oficina do Estudante, Célio Tasinafo. Ele disse ainda que a questões não apresentaram o mesmo nível de exigência da prova da Fuvest.

As questões de Linguagens – português e inglês – estavam simples e com textos longos, mas eram suficientes para responder duas ou três questões. Na prova de História, Tasinafo deu destaque para a questão que abordava a Revolução dos Cravos. “Talvez alguns alunos tenham estranhado o tema, mas a prova em geral apresentou questões clássicas”, disse.

Em geografia, as questões sobre clima estavam mais difíceis, enquanto a prova de biologia gastou mais tempo dos alunos com os grandes enunciados.

A prova de matemática, segunda a análise de Tasinafo, apresentou questões com pouca contextualização. Algumas questões de Química estavam mais trabalhosas, enquanto a prova de física exigia mais atenção dos alunos, mesmo com conteúdos recorrentes. As questões de filosofia e sociologia apresentavam textos longos, o que exigiu mais tempo para a resolução.

Anglo. Luís Ricardo Arruda, coordenador do curso Anglo, também considerou a prova bem elaborada. “Foram 90 questões bem feitas, sem possibilidade de confundir o aluno. Uma falha numa prova pode desestabilizar o bom aluno e isso não ocorreu no exame”. De acordo com Arruda, os professores do curso deram nota 9 à avaliação como um todo e apontaram a prova de matemática como a uma das mais difíceis. “Estranhamos um pouco a prova de matemática. Raramente vemos uma prova sem questões de geometria.”