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Prova foi mais difícil que exame que vazou, dizem professores

Redação

05 Dezembro 2009 | 19h38

Professores de cursinhos de São Paulo disseram que a prova do Enem de hoje estava mais difícil que a que vazou em outubro. Confira a correção da prova e os comentários dos professores do Objetivo e do Anglo e veja abaixo a opinião de alguns deles sobre as provas do primeiro dia do Enem, de Ciências da Natureza e Ciências Humanas:

Nicolau Marmo, coordenador geral do Anglo
“Foi uma surpresa porque esperávamos uma prova com dificuldade equivalente àquela que teve o sigilo quebrado. E veio um exame muito mais difícil, cobrando muito mais conteúdos. Se o aluno não tivesse estudado, não saberia responder.”

Vera Lucia da Costa Antunes, coordenadora de ciências humanas (história e geografia) do Objetivo
“A prova exigiu extrema atenção. A capacidade de leitura e concentração foi fundamental. Algumas questões de história exigiam conhecimento profundo da matéria. Foi mais difícil e conteudista que o velho Enem. Não teve nada de interdisciplinaridade. Foi história pura.
Em geografia, o aluno poderia chegar à resposta certa por exclusão, mas as questões eram totalmente trabalhosas, longas. Tenho a impressão que aluno quando chegou na final estava muito cansado. Os itens que envolviam mapas exigiam atenção e conhecimento, mas eram fáceis de chegar à resposta. A prova usou poucos mapas, mas tinha bastante recurso visual: fotos, imagens, charges, tabelas. Os itens que envolviam textos eram mais difíceis, exigiam atenção ao detalhe, à pegadinha em alternativas. Se o aluno deixasse de ler uma palavra ‘não’, errava a questão.”

Eurico Pellegrino, coordenador de química do Objetivo
“Achei a prova extremamente bem elaborada, nível médio para difícil. Fazendo um comparativo com a que vazou, ela estava um pouco mais difícil. Mas foi excelente, mais ou menos o que esperávamos. Teve questão envolvendo meio ambiente, poluição, lixo, efeito estufa, chuva ácida, química do meio ambiente. Ficou bem distribuída entre química orgânica e inorgânica.”

Ricardo Balbino, professor de física do Objetivo
“A prova foi mais difícil que todas as anteriores do Enem, que o simulado que o Inep apresentou e mais difícil que a prova que vazou. Exigiu conhecimento específico de fisica, velocidade na realização de cálcuos e cobriu todo o programa. É uma boa prova, avalia bem o aluno.”

Luiz Carlos Bellinello, professor de biologia do Objetivo
“Foi uma prova longa e cansativa na parte de biologia, com mais conteúdo que a prova anulada. Não é exagero: foi extremamente cansativa. Não teve nada de interdisciplinar, foi de biologia pura. Quando a gente achou que eles iam fazer algo de interdisciplinar, ou eles entraram na área de geografia ou entraram na matemática. Neste último caso, teve uma questão de probabilidade condicional, análise de controle de erradicação de doença em animais. Falava de resultados positivos, negativos, animais infectados e não infectados. Era probabilidade pura. O conceito biológico não é dificil, o dificil é entender o que esses caras estão pedindo. Teve também uma questão de meia página de reflorestamento ciliar. Não era complicada, mas dependia de análise.
Outra questão falava da vítima de um acidente de carro que foi carbonizada, do teste de DNA, queria saber que tipo de DNA deveria ser usado. Mas foi feita de tal maneira que aluno ia direito em uma alternativa que não era a verdadeira.
Não gostamos da prova. Poderia ser mais sensata em termos de perguntar o que é importante saber e não ficar com textos longos em que o aluno perde muito tempo para depois, muitas vezes, chegar a uma resposta tranquila. Poderiam ter dosado um pouco os textos.”