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Prova foi difícil, avaliam professores do Objetivo

Redação

21 Novembro 2010 | 20h35

Professores do cursinho Objetivo, ouvidos logo após a prova da Unicamp, realizada neste domingo, afirmaram que no geral a avaliação deve ter sido considerada difícil por grande parte dos candidatos.

Mesmo com testes na primeira fase, o exame da Unicamp ainda é conhecido por privilegiar a parte escrita. “A prova de redação foi bastante difícil e trabalhosa. Por mais que os temas fossem próximos dos estudantes, foi exigido um recorte crítico para a elaboração do texto”, explicou o professor de português Nelson Dutra.

Em geografia a professora Vera Lúcia da Costa Antunes criticou o excesso de ‘pegadinhas’. “Foi uma decepção esta prova. Havia alternativas confusas e mal escritas”, observou. Já em matemática os professores notaram um excesso de questões de álgebra em detrimento de geometria. Para Gregório Krikorian, professor de matemática, trigonometria poderia ter ganhado mais destaque. “Álgebra foi tema de sete das dez questões, mas mesmo assim acho que as questões estavam bem formuladas e não deixavam nenhuma duvida, eram questões adequadas para o vestibular da Unicamp”, pontuou.

Física foi marcada por demandar conhecimentos bastante específicos. “Em uma das questões a fórmula era dada no próprio enunciado, mas o aluno tinha de interpretar os dados. O grau foi de médio para difícil, principalmente pelas questões de eletricidade”, ressaltou o professor Ricardo Helou Doca.

A única matéria que foi considerada fácil foi biologia. “Foi uma prova bonita, bem caprichada. No ano passado eram duas questões analítico-expositivas, já este ano foram seis testes. O nível foi de fácil para médio, bom para uma primeira seleção”, acredita Constantino Carnelos, professor da disciplina.

“No que se refere à química a prova foi tranquila, mas os alunos podem ter tido dificuldade”, afirma o professor de química Sergio Teixeira Pignardi. Eram seis questões que falavam basicamente sobre o aspecto ambiental. Efeito estufa, derramamento de óleo no Golfo do México e o problema da erupção do vulcão na Islândia foram alguns dos temas abordados. “Teve uma única questão de cálculo, que mexia com conceito de mol. Na prova da 2a fase tratará de problemas específicos de química”, disse.

 
O professor de história Christian Focking  diz que a prova pode ser considerada de ‘nível médio quanto ao conteúdo, mas é trabalhosa’. “Como eram apenas quatro alternativas, estas eram muito longas e elaboradas. O vestibulando tinha de ler a questão, as alternativas e depois reler a questão para ter certeza e isso demandava muito tempo”, frisou. 

Ele enfatizou que quanto aos temas foi bem equilibrada entre história geral e do Brasil. Havia uma análise de imagem, uma de poema e outras questões baseadas em artigos e trechos de livros pedindo interpretação e conhecimento objetivo.