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Prova da GV foi abrangente e tradicional

Redação

29 Novembro 2009 | 22h03

Para professores do cursinho Etapa, não houve surpresas no vestibular para Economia da FGV de São Paulo. As provas procuraram abranger boa parte do programa do Ensino Médio. O alto grau de exigência da prova pode demonstrar que a instituição procura selecionar candidatos com uma formação sólida e consistente em várias áreas, não apenas em Economia. O coordenador do Etapa, professor Edmilson Motta, considera que o nível da prova, no conjunto de matérias, foi de médio para difícil.

MATEMÁTICA
Para Motta, a prova de Matemática foi “puxada” pelo fato de ter 30 questões, um número bastante elevado para resolver em pouco tempo. O professor Marcelo Dias Carvalho, do Etapa, elogiou a boa distribuição de questões médias e difíceis na prova. “Os alunos conseguiram escolher as mais fáceis para fazer primeiro e deixar as mais difíceis para o final, de forma que não teve questões ‘travando’ a prova.”

FÍSICA
“Física foi até mais exigente que a Fuvest, quando se poderia esperar o contrário de um vestibular para Economia”, disse o professor Edmilson Motta, do Etapa. Para o professor de Física do Etapa, Marcelo da Fonseca, a prova deve ter causado um certo stress aos candidatos, pois exigiu paciência e deu trabalho na interpretação. “Mais da metade da prova tem esquemas e desenhos para ser interpretados com muito cuidado, o que gera um cansaço adicional.”

BIOLOGIA
“Biologia também, dá para dizer que quem entrou para fazer a prova achando que era fácil, saiu de cabelo em pé”, compara Motta. “Isso exige uma formação mais equilibrada do aluno selecionado para o curso de Economia da FGV.”

Para o professor Angelo Pavone, do Etapa, a prova de Biologia da FGV “não veio de graça”, mas foi mal distribuída. “Não caiu de tudo um pouco.” Ele explica que, de um lado, 8 das 15 questões foram sobre zoofisiologia, enquanto, de outro lado, não caiu nada sobre botânica e apenas uma questão tratava de ecologia. “Além disso, demandou uma leitura muito atenta das questões, muito exigente, o que é estranho para uma prova de Economia.”

PORTUGUÊS
A professora Célia Passoni, do Etapa, acredita que a FGV está “navegando contra a corrente” na sua prova de portugês. De acordo com a professora, enquanto outros vestibulares investem em diferentes tipos de raciocínio, a FGV focou demais em gramática, 6 das 10 questões eram sobre isso. De resto, a prova foi “relativamente fácil.

GEOGRAFIA
Para o professor Omar Bumirgh, do Etapa, a prova foi bem distribuída entre Brasil e mundo e seguiram o padrão da FGV. Ele considerou as questões bastante simples, mas fez uma ressalva com relação ao item 71, sobre o desemprego e a informalidade. Apesar de achar que o gabarito oficial trará a letra E como a resposta correta, a afirmação da letra A não estaria errada ao dizer que a informalidade cristalizouse como uma válvula de escape do desemprego.

HISTÓRIA
O professor Rogerio Forastieri, do Etapa, ficou bastante satisfeito com a prova de História da FGV, considera que ela cobrou um bom nível de conteúdo dos candidatos. “Enquanto a prova do Enem é basicamente saber interpretar o enunciado, a da FGV realmente exigiu conhecimento.”

QUÍMICA
O professor Édison Camargo considerou a prova “bem manjada de outros tempos”, sem surpresas. Os enunciados já eram familiares aos alunos e cobrou pouco cálculo.

INGLÊS
O inglês foi uma das provas que ficou dentro do esperado para os professores. “Havia textos sobre economia, mas o vocabulário não era muito difícil.”

Para o professor Alahkin de Barros Filho, também do Etapa, a novidade deste ano é que a FGV voltou a cobrar gramática, com 4 questões em 15. “De forma geral esta prova foi mais fácil do que a do ano passado.”