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Atualidades marcam presença na Fuvest; física é difícil

Redação

04 Janeiro 2010 | 19h43

Considerada de nível médio por professores, a prova de hoje da 2ª fase da Fuvest exigiu conhecimento de atualidades dos candidatos. A crise de Honduras, a importância estratégica do laboratório de Grande Colisão de Hádrons (LHC) e a solução para problemas socioambientais na Amazônia foram alguns dos temas que foram cobrados.

“Das 20 questões, 7 mencionavam atualidades, geopolítica. Isso é bom, pois demonstra o nível cultural dos vestibulandos. Não dá para saber apenas uma matéria isolada”, afirmou a professora de geografia do cursinho Objetivo Vera Lucia da Costa Antunes.

Na questão sobre o laboratório LHC, por exemplo, o vestibulando tinha que discorrer sobre a importância geopolítica para a França e a Suíça, países onde está localizado, e também devia responder sobre a velocidade de uma partícula, conteúdo típico da cinemática (física).

“O segundo dia de prova foi muito especial e novo na história da Fuvest. Foi predominantemente interdisciplinar”, diz o professor de história do Objetivo Francisco Alves da Silva.

A Amazônia apareceu em mais de uma pergunta. Além de comparar dois textos que apresentavam soluções para problemas socioambientais na região, os candidatos tiveram de contextualizar a ocupação no local entre os séculos 19 e 20, em especial a situação dos nordestinos que foram trabalhar em seringais. “Foi uma questão inteligente”, disse Silva.

Para o professor Caio Calçada, do Objetivo, em física os alunos de Humanas enfrentaram dificuldade para resolver questões. “O nível foi bem elevadinho. Eles não amaciaram nada”. As questões abordaram conteúdos de eletricidade e cinemática.

O único porém da prova, para a professora Vera Lucia da Costa Antunes, foi seu tamanho, tendo em vista que era discursiva. “Foi longa e trabalhosa. Não sei se dizer se o tempo era suficiente.”