Protesto dos “Enemganados”
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Protesto dos “Enemganados”

Redação

11 Novembro 2010 | 16h22

Por Carmen Pompeu, de Fortaleza, e Clasissa Thomé, do Rio

Alunos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010 no Ceará, Rio de Janeiro e Minas Gerais protestam nesta sexta-feira contra o que eles consideram uma desorganização na aplicação das provas, que culminou com a suspensão por parte da Justiça Federal.

No Ceará o protesto pretende reunir mil estudantes secundários às 15 horas, em frente à Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza. “Resolvemos puxar este movimento para mostrar nossa indignação contra a desorganização do Enem que pela segunda vez dá problema”, destaca a líder do protesto no Ceará, Tainá Oliveira. Ela defende que o Enem 2010 seja anulado, mas preferia que o exame nem existisse. “Particularmente sou mais o vestibular tradicional”, diz Tainá que é aluna do 3° ano e fez o Enem nos últimos dias 6 e 7 de novembro.

No Rio, um grupo de 300 alunos fez manifestação na tarde de hoje, no centro de Niterói (RJ), para protestar. m grupo de 300 alunos promoveu uma manifestação na tarde de ontem, no centro de Niterói, para protestar contra as falhas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Com narizes de palhaço e cartolinas com a inscrição “Grito dos Enemganados”, eles interditaram parte da Avenida Amaral Peixoto, a principal via do centro da cidade, e caminharam até a Praça do Arariboia, onde queimaram cadernos da prova do Enem.

“O que esses alunos estão questionando é a falta de posição concreta do Ministério da Educação. Eles ainda não sabem se a prova será cancelada, se haverá novo teste para os que se sentiram prejudicados, mas terão de enfrentar as provas do vestibular, nesse fim de semana, cercados de incertezas”, afirmou o professor de física Bruno de Menezes, de 29 anos, que acompanhou os estudantes no protesto. A manifestação reuniu alunos de instituições públicas, como Liceu Nilo Peçanha e Colégio Pedro II, e escolas particulares, como assunção, Ponto de Ensino e Salesiano.

“A falha é uma total falta de preparo. Mas essa indefinição demonstra o descaso do governo com a educação, com os estudantes”, afirmou a estudante Renata de Moura, aluna do Salesiano, candidata ao curso de Direito. O pró-reitor de Assuntos Acadêmicos da Universidade Federal Fluminense, Sidney Mello, recebeu uma comissão de manifestantes. Ele informou que a UFF só se posicionará a respeito do Enem depois que o MEC definir se a prova será cancelada ou não. “Nós não podemos errar no vestibular, mas eles têm um ano para se preparar para aplicar a prova e não param de cometer erros”, criticou a aluna Caroline Pena Carvalho, de 17 anos, que participou do encontro com o pró-reitor.

Crédito da foto: Fabio Motta/AE