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Professores do Objetivo dizem que provas de química e história estavam difíceis

Redação

11 Janeiro 2010 | 19h52

Os professores de história e química do Objetivo concordaram em relação ao nível de dificuldade da prova da Unicamp neste segundo dia da segunda fase. De acordo com Daily de Mattos Oliveira, professor coordenador de história, a Unicamp fez o mesmo que no ano passado, com itens A e B de dificuldades diferentes. Mas exigiu conhecimentos específicos dos candidatos.

História
Daily destaca a questão 16, sobre a expansão marítima portuguesa e a 17, que tem um texto que induz a um raciocínio errado. “O texto fala da relação geográfica entre o movimento dos bandeirantes e a escravidão. Mas induz o candidato a pensar que na região sul (na época, tudo o que estava abaixo do atual Estado da Bahia), havia muita mão de obra escrava, quando na verdade era o contrário.”

A revolução cultural chinesa foi outro assunto destacado. “É uma parte da história que se passa muito batido em sala de aula. O aluno tinha que ter muito conhecimento para responder”, falou. Daily considera, ainda, que o texto desta questão também tinha falha no enunciado. “Quando fala que as ideias de Mao Tsé-Tung só foram reconhecidas internacionalmente por ‘maoísmo’ depois da revolução cultural, é errado”, destacou.

Química
Alessandro Neri, professor de química do Objetivo, também achou o conjunto de questões difíceis para os alunos que saíram do ensino médio. Como em todos os anos, a prova de química da Unicamp também é temática na segunda fase e, neste processo seletivo, optou por trazer textos da Revista Fapesp, publicação de artigos científicos.

“É um linguajar que os alunos não estão acostumados”, falou. “Eles tinham que ler e interpretar o conteúdo para responder. Pode ter causado estranheza.”

As questões apareceram contextualizadas e abrangeu várias áreas: reciclagem de mercúrio, célula de combustível, retenção de carbono na colheita da cana. “Ainda assim, era longa. O aluno pode ter tido dificuldade”, disse.

Para ele, a questão 4, item B, dá dupla interpretação. “Fala em ambiente rico em CO2, mas o aluno pode interpretar de duas maneiras”, alertou. De acordo com ele, se o entendimento foi de um ambiente com muito CO2, a resposta seria bicarbonato de sódio. Se for de mais CO2 do que contém no ar normal, a resposta seria carbonato de sódio. “Não sabemos o que o avaliador está pensando.”

A relação de respostas esperadas pela Unicamp sai até sexta-feira. A lista com aprovados da Unicamp sai em 4 de fevereiro no site da Comvest (www.comvest.unicamp.br)