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Professores do Objetivo comentam matéria por matéria a prova da Fuvest

Redação

28 Novembro 2010 | 22h01

Matemática

Para o professor Gregório Kricorian, de foi uma prova muito boa. Foram duas questões de trigonometria, uma analítica, duas de geometria e cinco de álgebra. “Foram perguntas bem enunciadas, sem nenhuma que deixasse dúvida quanto à interpretação. Tambem não tinha necessidade de muito cálculo”, resume. Para Kricorian não foi uma prova fácil, mas de nível médio, e dentro do estilo da prova da Fuvest, não tem novidades”, pontuou.

História

Segundo Francisco Alves da Silva, “a 1ª observação geral é que houve uma preocupação nesse exame de dar um enfoque muito próximo ao que é dado no Enem”. Ele diz que o grau de dificuldade foi médio. “Os alunos tiveram trabalho pra responder essas dez questões, não teve nenhuma questão ‘dada’. É um exame que exigiu conhecimento de história e de análise de textos. Desse enfoque mais antropológico, cultural, se aproximando da abordagem do Enem”, acredita.

Ele afirma que história do Brasil foi contemplada com três questões de colônia e uma de república, mas nada de Brasil Império e nada do século XX.  “O século 20 foi ignorado na Fuvest. Para um público que precisa conhecer mais a sua história presente, é muito ruim”, comenta.

Geografia

A professora Vera Lúcia da Costa Antunes conta que o conhecimento do vocabulário foi imprescindível para fazer uma boa prova. “O que o aluno aprendeu, ele conclui. A partir de uma matéria de jornal. Que a China é uma potência gigante em carvão. O aluno tem que saber isso”, afirma. Ela enfatiza que o exame foi bem formulado. “Essa prova foi inteligente, bem feita ao contrário da prova da Unicamp, que em geografia não foi boa, pois estava cheia de pegadinha. A Fuvest foi uma prova maravilhosa, cheia de fotos, gráfico, mapas, enfim, com diferentes formas para chegar a uma avaliação muito bem elaborada.exemplos”.

Física

“Foi uma prova de fácil pra média”, disse Ricardo Helou Doca, professor de física, concordando com o os comentários da maior parte dos estudantes que saíam da prova. “Eu considero perfeita para uma primeira fase, muito bem dosada, com poucos cálculos, cálculos simples. Exigiu mais conhecimento conceitual do que braçal”, enfatiza. Segundo ele os temas de conservação de energia, de quantidade de movimento e de carga elétrica são os principais conceitos de física do ensino médio. “Houve uma boa distribuição da física pela prova. Quatro de mecanica, duas de eletricidade, uma de ótica, uma de ondas, uma de termologia. E uma de física atômica”, conclui.

Português

‘Seguindo um perfil tradicional, a prova de português esteve num nível médio para fácil’, é o que acredita o professor Nelson Dutra. “No ano passado, caiu uma questão sobre Capitães da areia. caiu essa mesma questão, mas cobrado diferentemente”, afirma. “A prova tem um desenho. Se fizer uma análise das três ou quatro provas anteriores, percebe que ela já tem um perfil sedimentado”, constata. “Num certo sentido, nós professores sabemos qual a bibliografia utilizada e por meio dela percebemos o conteúdo da prova. Para nós, professores, é uma prova previsível”, diz.  

Inglês

A professora Elaine Perrone, diz que foi uma prova muito bem elaborada e um aluno que tem hábito de leitura não teve maiores dificuldades. “Não podemos dizer que foi uma prova fácil, porque teve um vocabulário puxado. Eram dois textos bem diferentes, um deles falava do problema da medicação falsificado e outro sobre a ascensão da China economicamente falando”, conta.  Não caiu nada de gramática, apenas 100% de interpretação como a Fuvest tem mantido a alguns anos, com perguntas e alternativas em português.

Biologia

“Não foi difícil não. Foi bem adequada, caprichada, bem elaborada com questões básicas. Eles conseguiram com uma grande criatividade dessa vez”,  diz o professor Constantino Carnelos. Foram  11 questões de biologia e segundo ele a prova teve assuntos bem distribuídos. Genética e evolução tiveram quatro questões. Fisiologia animal, três questões; botânica e fungos, duas questões e citologia uma. “foi uma prova bem feita”, finalizou.  

Química

‘Parece que a prova de química foi a prova de maior grau de dificuldade. Foi uma prova bonita, mas de nível médio pra difícil. Para o professor Sergio Teixeira Bignardi, o aluno precisava ter um bom conhecimento de química. “O grande problema é que tentou varrer todo o conteúdo programático. Todos os tópicos caíram. Não adiantava saber uma parte de um assunto, tinha que saber tudo. E não eram questões fáceis”, enfatizou.