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Professores do Cursinho da Poli avaliam provas do Enem

Redação

07 de novembro de 2010 | 22h19

Professores do cursinho Poli, de São Paulo, também analisaram as provas aplicadas no segundo dia do Enem. Cristiane Bastos, que ensina português, disse que a prova abordou linguagens, códigos e suas tecnologias, e não a língua em si. “As questões exigiram conhecimento extratextual.” Uma delas continha um quadro de Monet (Mulher com Sombrinha) e perguntava quais eram as técnicas impressionistas utilizadas nas pinturas. Em relação à prova do ano passado, ela disse que a deste ano foi mais fácil.

O professor de espanhol André Valente afirmou que a prova não apresentou dificuldades. “Valorizou interpretação, leitura. Não trabalhou gramática.” Entre os textos, ele conta que havia alguns jornalísticos e publicitários.

Outra prova que pode ter seu nível considerado de intermediário para básico, segundo a professora Lúcia Helena de Souza, foi a de inglês. “Foram cinco textos curtos, extraídos de cartão-postal e revista. O vocabulário foi básico e as alternativas estavam em português. A dificuldade apareceu mais foi na hora de escolher as alternativas.”

Para o professor de matemática Eduardo Izidoro, a prova não correspondeu às expectativas, se comparada a do ano passado. “Os gráficos permanecem, mas a análise foi mais simples”, disse.

A redação, que teve como tema “o trabalho na construção da dignidade humana”, também foi comentada pela professora Eclicia Pereira. “É um assunto próximo, não é abstrato”, disse. Para redigir, os estudantes tiveram dois textos de apoio – um extraído do site Repórter Brasil (“O que é trabalho escravo?”) e outro da revista Galileu, sobre as novas formas de trabalho. Uma imagem de um homem (de costas) com camiseta rasgada também serviu como material de inspiração para os estudantes.

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