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Professores de cursinhos comentam vestibular da Unesp

Carolina Stanisci

04 Julho 2010 | 19h30

Leia abaixo a repercussão, entre professores de cursinho, da 2ª fase do vestibular do meio do ano da Unesp, realizada hoje:

Geografia:

Para a coordenadora de geografia do cursinho Objetivo, Vera Lucia da Costa Antunes, a prova teve grau de dificuldade médio. “O aluno bem preparado vai achar prova fácil”, afirmou. Cairam temas como extrativismo vegetal, meio ambiente, demografia e uma questão de geoeconomia sobre o Canadá.

Para o coordenador de Humanas do Etapa, Rogerio Forastieri, a prova “abrangeu tópicos importantes do programa”.

Filosofia:

A professora Celia Regina Cavalheiro, do Objetivo, acha que as questões sobre Lévi-Strauss, Galileu, entre outros, abordaram o assunto de forma interessante. Já Rogerio Forastieri, do Etapa, não gostou muito das questões. Para ele, falta um programa definido de filosofia tanto no ensino médio como nos vestibulares. No manual, afirma, os alunos eram orientados a seguir os parâmetros do MEC. “Mas é muita pedagogia, muito texto. Falta uma sequência de tópicos.”
 

Física:

As questões foram clássicas, a prova não ofereceu dificuldades. Mecânica, eletricidade e magnetismo e óptica. “A prova foi entre média e fácil”, disse José Carlos Garcia, do Objetivo. Marcelo Dias Carvalho, do Etapa, concordou: “Não exigiram muito do vestibulando”.

 Matemática:

“Achei a prova boa, são questões objetivas, situações práticas, como uma que fala de lucro de empresas”, afirmou o professor da disciplina n Objetivo Giuseppe Nobilioni. Foram três questões que abordaram geometria, álgebra e probabilidade. “As questões eram conhecidas dos alunos”, afirmou Marcelo Dias Carvalho, coordenador do Etapa.

 
Química:

O professor do Objetivo Alessandro Nery não achou a prova difícil nem fácil. “Foi de nível médio. Teve três questões, não estava difícil, mas o aluno não pode cometer nenhum erro”, afirmou. “Percebemos questões diretas e contextualizadas, simples, e uma coisa positiva: temas atuais, como a H1N1, gases em aterros santiários e o problema com etanol”, lembrou Marcelo Dias Carvalho, do Etapa.

 

Biologia:

“A  prova mais criativa”, disse Marcelo Dias Carvalho, do Etapa. A partir de letra de música, aluno tinha que identificar problemas ambientais, em uma das questões. Também havia pergunta sobre meiose e mitose e viroses. Para Luiz Carlos Bellinello, do Objetivo, além de criativa, a prova foi “simples”. O aluno não precisava de muito conhecimento para resolver questões sobre ecologia, doenças, mitose e meiose.

 

História:

Para Daily de Matos Oliveira, do Objetivo, a prova exigiu excelente grau de compreensão e análise por parte do aluno. Os temas foram Renascimento, relação entre Brasil e América do Sul, revolução russa e Primeira Guerra Mundial. “A do Renascimento foi difícil”, disse.