As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Professores comentam prova da PUC

Redação

29 Novembro 2009 | 22h51

Para os professores do curso Etapa, o vestibular da PUC-SP trouxe clareza nos enunciados e questões modernas. A dificuldade geral da prova, segundo o coordenador do Etapa, professor Edmilson Motta, foram as questões discursivas, que deixavam assuntos muito abertos, o que pode ter gerado falta de clareza nas respostas. Mas o tema geral das discursivas – sobre as grandes cidades – foi bastante elogiado, como atual e criativo. Dentro dessa propósito, a redação teve a questão do trânsito como tema.

A resolução comentada do Etapa pode ser conferida em http://www.etapa.com.br/vestibular/pg_vest_view.php?ano=2010&data=29/11/2009&vest=Vestibular%20Unificado%20PUC-SP%20(t).

Confira abaixo os comentários dos professores sobre a prova:

MATEMÁTICA
O professor Marcelo Dias Carvalho achou as questões boas e bem contextualizadas. “Achei particularmente criativa a questão sobre Tangram, a arte chinesa de montar figuras com peças geométricas, como num quebra-cabeça.”

Na questão interdisciplinar de Matemática e Física, sobre as emissões de CO2 dos caminhões nas grandes cidades, o professor acredita que os dados e valores fornecidos poderiam contribuir para confundir o candidato, mas elogiou a atualidade do assunto.

FÍSICA
“No ano passado, a PUC-SP exagerou na prova de Física, que foi muito difícil, então este ano acho que eles conseguiram atingir um equilíbrio”, comenta o professor Marcelo da Fonseca. Para o professor, os enunciados cobrados foram bastante clássicos e bem contextualizados.

Marcelo concorda que a questão discursiva sobre emissões de CO2 dos caminhões nas grandes cidades deu margem à confusão e se tornou “talvez até um pouco sem nexo”.

HISTÓRIA
Para o professor Rogerio Forastieri, uma prova com apenas cinco questões em História é um problema, pois é impossível abordar todas os assuntos importantes. Mas ele considerou as questões muito bem escolhidas este ano. Sua única crítica vai para a questão dissertativa, interdisciplinar de História e Geografia. “Por uma razão simples, a pergunta é enciclopédica, pede para analisar quatro aspectos da cidade de São Paulo e depois fazer uma relação entre passado e presente. Fica muito aberta, não é isso ou aquilo”, explica. “Mas talvez por isso mesmo a banca examinadora seja mais generosa na correção.”

BIOLOGIA
O professor Angelo Pavone diz que a PUC-SP tem feito boas provas de Biologia nos últimos anos. “Com apenas cinco questões, eles conseguiram falar um pouquinho sobre tudo”, elogia. “Gostei muito da questão discursiva sobre a expansão da dengue nas grandes cidades, que trouxe questões interdisciplinares de Biologia e Química.”

QUÍMICA
A prova de Química exigiu muito cuidado por parte dos alunos, acredita o professor Édison Camargo. “Boa parte das questões tinham textos enormes e traziam muitos dados e números para entender.” Apesar de cinco questões serem o que Édison considera como “uma merreca”, ele acha que elas foram muito mais densas e exigentes do que as da FGV.

PORTUGUÊS
A professora Célia Passoni considerou a prova de Língua Portuguesa relativamente fácil, mas fez ressalvas à questão número 9, sobre o livro Capitães da Areia, cuja resposta correta, de letra B, não anula a de letra A, que também pode ser considerada correta. “O aluno, na rapidez com que precisa responder às questões, pode ter problemas.”

GEOGRAGIA
O professor Omar Bumirgh definiu a prova de Geografia da PUC-SP como “muito simples”. Das 5 questões, a principal tinha temática ambiental e falava sobre fontes de energia alternativas. “Também teve uma questão sobre a COP15 em Copenhague, que é bem atual.” De acordo com Omar, o vestibular da PUC-SP sempre teve essa característica de preocupação com os temas ambientais.

INGLÊS
Para o professor Alahkin de Barros Filho, a prova de inglês foi bastante simples. A maioria dos enunciados traziam opções de respostas curtas. “Levando em conta o tema das grandes cidades, a interpretação de texto trazia os prós e os contras da fascinação do homem pela urbanização, foi muito interessante.”