As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Primeiro dia da Unesp 2ª fase foi ‘bastante simples’

Redação

20 Dezembro 2009 | 19h33

Para os professores do cursinho Etapa, de São Paulo, a prova deste domingo da segunda fase do Vestibular Unesp 2010 foi ‘bastante simples’. As questões não apresentaram grau de dificuldade muito grande e não tiveram problemas de enunciado e de má interpretação.

Para eles, a grande dificuldade das provas de pequeno grau de dificuldade está na classificação dos candidatos. Com uma primeira fase difícil, os alunos selecionados tinham conhecimento acima da média, e uma prova simples terá pontuações muito próximas entre os classificados. Para o professor de história do Etapa, Antonio Carlos Ramos, a diferença vai ser a maneira como foram redigidas as respostas e a seleção das informações mais importantes em cada questão.

MATEMÁTICA
Segundo o professor Marcelo Dias Carvalho, a prova de matemática, com apenas três questões, teve enunciados bastante claros e duas questões bastante clássicas envolvendo probabilidade e geometria. “Não trouxe grandes dificuldades aos candidatos.”

GEOGRAFIA
O professor Omar Fadil considerou as questões de geografia muiti simples e sem qualquer problema nos enunciados. Para ele, a prova foi bem distribuída em história geral, do Brasil e do mundo. “Das seis questões, três podiam ser resolvidas apenas com a leitura de tabelas, gráficos ou mapas do enunciado.”

FÍSICA
A opinião do professor Marcelo Monte Forte da Fonseca é que as questões de física da prova de hoje da Unesp foram “bastante tranquilas” e “nada surpreendentes”. Segundo ele, havia a expectativa de que a prova fosse difícil, mas isso não se confirmou. “Apenas as questões 16 e 18 tinham cálculos mais chatos, que podem ter estressado mais os candidatos, mas nada demais.” Ele classificou a prova como “presente de grego”. “Quando a prova é simples, todo mundo vai bem e acaba embolando a classificação.”

BIOLOGIA
O professor Angelo Pavone ficou decepcionado com a prova de biologia. “Mas teve?”, questionou ele, com relação ao pequeno número de questões destinadas a essa matéria, apenas três, o que Pavone classificou como um “desprestígio”. “Como é que vai selecionar para medicina sem nenhuma questão sobre anatomia ou fisiologia?”, criticou ele.

QUÍMICA
A prova de química foi bem distribuída, para o professor Edison Camargo. Ele acha que as questões em geral seguiram exatamente a proposta didática da Unesp, que usa o programa da Escola Pública Paulista. “No ano passado a prova não teve nada a ver com a proposta.” Ele também ressaltou a dificuldade de classificar os candidatos. A primeira fase o curso de medicina em Botucatu tinham uma relação de 120 candidatos por vaga e, para a segunda fase, a relação caiu para seis candidatos/vaga. “Aqueles seis estudaram muito acima da média e a prova de hoje não irá discriminar esses estudantes.” De acordo com Camargo, a prova de ciências humanas e a redação, que será realizada amanhã, talvez sejam decisivas para a classificação final.

HISTÓRIA
A expectativa, de acordo com o professor Antonio Carlos Ramos, era de que a prova da segunda fase da Unesp cobrasse mais filosofia. “Mas nem na questão sobre Iluminismo isso foi necessário.” De acordo com o professor, a questão sobre o socialismo no entre-guerras talvez pudesse dar margem a interpretação errônea. “E a questão sobre neoliberalismo, acho que foi a que pode ter causado mais dificuldade para responder.”