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Para alunos de BH, Enem ficou mais difícil

Redação

04 Novembro 2012 | 20h23

* Por Marcelo Portela, de O Estado de S. Paulo

BELO HORIZONTE – O segundo dia do Enem em Belo Horizonte transcorreu sem registros de problemas graves. Depois de um sábado de muito tumulto no trânsito e dificuldade dos estudantes para chegar aos locais de provas, os candidatos que participaram do exame neste domingo, 4, disseram não ter encontrado problemas além da dificuldade oferecida pelas próprias provas, consideradas mais complicadas do que as de edições anteriores.

Este foi o caso, por exemplo, de Ariane Vaz, de 17 anos, que disputa uma vaga no curso de Administração da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apesar de ser a primeira vez que faz oficialmente o exame, ela afirmou que teve acesso às provas aplicadas em outros anos e sentiu muito mais dificuldade para responder às questões do material usado este ano. “Antes as provas eram mais interpretativas. Agora, foi tudo muito mais voltado para conteúdo. Dificultou porque a gente precisa mostrar mais conhecimento desse conteúdo”, avaliou.

Opinião semelhante tem o estudante Arthur Zacarioto, de 18, que busca uma vaga em Direito na UFMG ou na Faculdade Milton Campos. Ele contou que, em 2011, participou do Enem apenas como teste. E revelou que, “mesmo sem estudar quase nada”, conseguiu uma pontuação “bem razoável”. Este ano, adotou a mesma “estratégia” imaginando que chegaria a um resultado semelhante. “Não estudei, porque achei que ia me dar bem de novo. Mas as provas foram muito mais difíceis. Não sei se vai dar”, lamentou.

Mas os candidatos comemoraram o fato de que pelo menos este ano não houve problemas como os ocorridos em outras edições, como roubo da prova e material impresso errado. “Sempre que eu fiz (o Enem) teve problema e eu já estava esperando alguma coisa esse ano também. Pelo menos dessa vez não teve nada”, comemorou Lorena Luana, de 20 anos, que fez o Enem pela terceira vez tentando uma vaga no curso de Geografia da UFMG.

E, mesmo sem problemas para chegar a um dos 81 locais onde o exame foi aplicado em Belo Horizonte, candidatos que fizeram o Enem na capital ainda demonstravam tensão ao chegar e até mesmo após terminarem as provas. “Vai levar um tempo para relaxar. Ainda preciso ver o gabarito para saber como fui”, disse André Gomes Reis, de 19, que pretende cursar Engenharia Civil. “Quando eu fiz vestibular a gente já ficava nervoso. Imagina hoje, que eles (estudantes) têm que concorrer com o Brasil inteiro”,  observou a professora Lis Mendes, que distribuía saquinhos com biscoitos e barras de cereal aos candidatos para dar “uma dose de ânimo” aos estudantes.

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