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Pais e alunos apontam trânsito e distância como responsáveis por atrasos no Enem

Redação

07 Novembro 2010 | 20h45

Além do erro de impressão nos gabaritos das provas de sábado do Enem, outra grande reclamação foi sobre a distância entre as residências e os locais de prova. Em São Paulo, candidatos e pais reclamavam de ter percorrido mais de 30 km para chegar até seus locais de prova.

No sábado, Mariana Rodrigues Gonçalves, de 19 anos, busca uma vaga para estudar radiologia e gestão hospitalar através do Pro-Uni. Ela saiu de sua casa em Itaquera, na zona leste, às 10h da manhã com destino ao campus III da Unisa, em Santo Amaro, zona sul. Chegou dois minutos após o fechamento do portão e foi impedida de entrar. “É um fim de mundo isso aqui, é ridículo marcarem prova tão longe da minha casa”, reclama.

Já Thaysa e Taynara Alves, irmãs gêmeas de 16 anos, saíram de Parelheiros, no extremo sul do município, às 9h de ônibus. Chegaram às 12hs ao campus Vergueiro da Unip, na região da avenida Paulista. “É muito longe, não faz sentido fazer uma prova tão distante”, disseram.

Segundo o editor Celso Vicente Silva, pai da candidata Mariani Silva, de 18 anos, a distância entre a residência e o local de prova é proporcional à renda dos candidatos. “É filho de pobre, aluno é tratado como gado. Vou enviar um email ao ministro Haddad. Queria saber se a filha dele faz a prova longe também”, conta ele, que pegou metrô e três ônibus para ir da Mooca à zona sul.

Grandes eventos como o Grande Prêmio de Fórmula 1 e o intenso comércio na região do Largo 13 complicaram a vida dos motoristas e dos mais desavisados. “Será que o Inep conhece o mapa de São Paulo e se sabe checar o calendário?”, reclama Leila Ribeiro que saiu da zona leste e por pouco não consegui evitar o atraso de sua filha Marina Ribeiro, de 17 anos, que fez prova na Unisa, em Interlagos.