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‘Onze de Agosto’ e crise superada

Carolina Stanisci

11 Agosto 2010 | 12h29

Nesta quarta-feira, o Centro Acadêmico mais tradicional do País, o XI de Agosto, da Faculdade de Direito da USP, faz 108 anos. Para comemorar, os estudantes retomam tradições, como fazer a “pindura” em restaurantes e cantar trovas acadêmicas.

Palco de polêmicas no primeiro semestre por conta da transferência de seu acervo de livros jurídicos – o maior do País – do prédio no Largo São Francisco para um anexo na Rua Senador Feijó, a São Francisco vive dias mais calmos. Trocas de acusações entre alunos, professores e até o ex-diretor da unidade, o atual reitor da USP, João Grandino Rodas, parecem ter ficado para trás.

O saldo mais negativo da época, segundo alunos, é a sindicância que ainda corre contra o vice-diretor, Paulo Borba Casella, que teria revogado ordem do diretor da unidade, Antonio Magalhães Gomes, em relação à biblioteca. Sobre a sindicância contra Casella, o diretor prefere não comentar. O vice, que havia pedido afastamento temporário e foi execrado pelos estudantes, agora voltou ao cargo. 

Com relação ao acesso aos livros, Magalhães diz estar “tudo funcionando, voltando à normalidade”. No prédio anexo, no 2º andar, conta Magalhães, funciona a biblioteca circulante. Do 3º ao 4º andar, parte da biblioteca departamental. O restante está no edifício histórico, aguardando reformas. “A reitoria (da USP) está pagando a reforma, aos poucos estamos fazendo.”

“Não está ideal, ainda está um pouco precária (a biblioteca do prédio anexo), mas pelo menos temos acesso”, diz o presidente do centro acadêmico, Marcelo Chilvarquer.  “Mas esta semana é uma semana de comemoração, de tradições.”

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