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No Senado, Haddad reitera que culpa foi da gráfica

Redação

16 Novembro 2010 | 12h53

“Em nenhum momento minimizei direito que deve ser assegurado a cada estudante inscrito. Nós vamos zelar por cada estudante como zelamos pelos 200 presidiários que realizaram o exame no ano passado.” Foi o que afirmou há pouco o ministro da Educação, Fernando Haddad, em audiência pública que acontece neste momento no Senado.

O ministro responde a perguntas de senadores, principalmente da oposição, que solicitaram requerimento para a audiência e iniciou sua fala afirmando que a gráfica RR Donelley tem responsabilidade pelos erros com os cadernos amarelos. “Não contratamos qualquer gráfica, mas a maior do mundo e ocorreu uma falha humana lá”, declarou.

Haddad defendeu com vêemencia as ações do Inep, do Cespe e de seu presidente,  José Joaquim Soares Neto. “É um professor especializado em processos de avaliação, com experiência na área de concursos. Ele foi convocado para isso. Convoquei a pessoa certa, não conheço ninguém com currículo superior, igual até tem”, defendeu. “Muitos órgãos utilizam o Cespe para fazer seus concursos, inclusive o Senado e a Câmara”, completou.

Ele acrescentou que o Inep não foi responsável no vazamento ocorrido no ano passado.  “Em 2009, o Inep foi vítima de um crime, não contribuiu para que um crime ocorresse”, disse. Este ano o MEC estava preparado para fazer duas edições do Enem, mas houve mudanças de plano. “Estávamos programados para fazer duas provas em 2010, mas fomos surpreendidos com evento inédito que foi o vazamento da prova da OAB, que foi anulado”, pontuou.