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No Rio, problema no cartão-resposta domina conversas de candidatos

Redação

07 Novembro 2010 | 14h33

RIO – As falhas nos cartões de respostas registradas no primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) dominaram as conversas dos candidatos que esperavam o início da segunda prova, no Rio. Os estudantes criticaram a falta de informação dos fiscais e o processo de impressão das provas.

“Ficamos um pouco traumatizadas. Vamos ler o caderno de questões e o cartão de respostas com o dobro da atenção hoje”, afirmou Angélica Barbosa de Luna, de 18 anos, que faz a prova no câmpus do Maracanã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Reunidos na entrada do prédio antes do exame, os candidatos afirmaram que, apesar da confusão, conseguiram receber a informação correta dos fiscais antes de terminar a prova. No entanto, o episódio criou um clima de incerteza e desconfiança em relação aos resultados do exame.

Os estudantes citaram, inclusive, o erro nas provas de cor amarela – que, em alguns Estados, tinham questões do caderno branco encartadas, de maneira incorreta. A falha não foi registrada no Rio, mas contribuiu para aumentar a tensão dos candidatos.

Apenas uma pessoa chegou ao câmpus da Uerj após o fechamento dos portões, às 13h01. Charles Moraes Abreu dormiu na casa de uma amiga e saiu com antecedência, para evitar atrasos. O candidato disse que enfrentou trânsito e só conseguiu chegar às 13h03.

“Tinha me preparado muito para essa prova e cheguei só três minutos atrasado. Não tem jeito. Vou ter que tentar de novo no ano que vem”, disse, tremendo.

(Bruno Boghossian para o Estadão.edu, do Rio)