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No Recife, com caneta, candidata desenha relógio no pulso

Redação

06 Novembro 2010 | 14h25

Em Pernambuco, onde mais de 200 mil estão inscritos para o Enem, o clima na entrada dos locais de prova era de tranqüilidade, apesar de alguns protestos contra as regras rígidas estabelecidas pelo Inep, órgão responsável pela realização do exame.

No centro do Recife, o estudante Breno Fernandes, 22, chegou ao local onde realizará as provas com uma camisa pintada à mão com uma mensagem ao ministro da Educação.

Em letras pretas, a pergunta: Dificultar a vida dos estudantes é justo? Questionado sobre o protesto, o estudante não poupou nas reclamações. “Os organizadores têm obrigação de cercar o exame de segurança, mas isso não significa que tenhamos que ter prejuízos a nossa concentração. Já pensou o atrapalho que vai ser os estudantes chamando os fiscais de cinco em cinco minutos para saber que horas são?”, destacou ao se referir à proibição feita pelo Inep, do uso de relógios, sejam pelos estudantes ou nas paredes das salas”.

Solidária ao inusitado protesto, Maria Liana Seabra, 19, que também
fará provas no local, desenhou com uma caneta esferográfica um relógio
em seu pulso. “Ele tem razão. A maioria dos estudantes inscritos
discorda dos exageros, mas a maioria fica calada e assim nada vai
mudar. Por isso resolvi aderir ao protesto”, sentenciou. Até o momento,
o balanço parcial do Inep na Região Metropolitana do Recife aponta o
atraso de 15 alunos, que chegaram aos locais de prova após o fechamento
dos portões, às 13h.