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No aperto do Enem, pais tranquilizam alunos

Redação

06 Novembro 2010 | 12h32

O trânsito ao redor do câmpus Barra Funda da Uninove é intenso, mas flui. O frio na barriga é inevitável, mas nessas horas a presença dos pais ajuda a tranquilizar os candidatos.

Vera Lúcia Duarte, servidora pública de 46 anos, levou a filha Ana Carolina para prestar o Enem. Ela quer estudar Enfermagem na Unifesp ou na USP. As duas saíram às 10h de casa, na divisa de São Paulo com Santo André. “Preferi sair cedo para ir conversando com a Ana e diminuir a ansiedade”, conta Vera Lúcia. A expectativa e a ansiedade são grandes. A filha, no 3º ano, quer sair direto da escola para a faculdade.

Sônia Menezes tem 48 anos e é dona de casa. Levou para o câmpus sua filha Lívia, que ainda está no 2º ano e presta o Enem como treineira. “É a primeira prova de verdade que ela faz”, diz Sônia. “O vestibular está muito concorrido e é bom que ela pratique agora para ficar mais preparada pro próximo ano”. Mesmo depois de Lívia entrar, por volta de meio-dia, Sônia ainda aguardava na porta, para o caso da filha “precisar de alguma coisa”.

Não são só os pais que levam os filhos para as provas. Humberto Maltez, advogado de 79 anos, levou o neto, Bruno. “A gente precisa dar força neste momento”, diz Maltez, “e dizer a eles que têm a capacidade para resolver as questões”.