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‘Não terminei toda a prova. O fiscal não informava o horário’

Redação

06 Novembro 2010 | 19h36

Ana Maria da Costa Santos é o nome da última candidata a sair do prédio da Unip no Paraíso, em São Paulo, às 17h47. Exausta, um pouco suada e com o rosto avermelhado, a estudante de 26 anos afirmou não ter conseguido terminar todas as questões. “Meus olhos estão doendo”, reclamou. A candidata, que pretende usar o Enem para facilitar seu ingresso no curso de Pedagogia em faculdades públicas e privadas, aponta a proibição do uso de relógio como um dos principais fatores que atrapalharam seu desempenho. “Eu não tive controle do tempo. Quando perguntava a hora para os fiscais, eles não respondiam”, revela. Nas salas, não haviam relógios de parede.

Irmã de Ana, Andréia da Costa Santos, de 20 anos, a esperava do lado de fora do prédio. Ela afirmou que o fiscal de sua sala informava o horário normalmente. “Mas é complicado depender da boa vontade do fiscal”, salienta. Andréia também reclamou da proibição do uso de lápis. “Hoje não fez tanta diferença, mas imagino que vá atrapalhar muito para fazer a redação amanhã.”

Segundo Ana Maria, o conteúdo das questões não era difícil, e sim a interpretação dos enunciados. “Cada questão tem um texto imenso, exige uma capacidade enorme de raciocínio. É muito exaustivo”. Nenhuma das duas teve problemas com o erro do Inep na folha de respostas: os fiscais das salas de ambas deram as devidas orientações.