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‘Não queremos privilégios’, diz aluna de Geografia

Redação

08 Novembro 2011 | 19h44

* Por Carlos Lordelo

SÃO PAULO – A maior parte dos estudantes em frente ao  91º Disitrito Policial, no Jaguaré, onde estão detidos dezenas de alunos da USP, se recusa a falar com a imprensa, mas uma manifestante que diz ser aluna de Geografia conversou com o Estadão.edu, sob condição de anonimato. Ela esteve ontem na assembleia e diz ter dormido duas noites no prédio ocupado da Reitoria.

“A gente não quebrou nada lá dentro”, diz ela. “Houve pichações, mas não foi um ato coordenado”. A estudante sugeriu que a confusão de ontem entre alunos e jornalistas foi provocada por policias inflitrados.

“A PM no câmpus não garante a segurança, nem no câmpus nem fora dele”, afirma. “E a USP não tem que estar longe da sociedade. Pelo nível de nossa produção acadêmica, temos condições de propor esse debate. Não queremos privilégios”, diz. Esta noite, a aluna dormiu no apartamento de uma amiga no Crusp (Conjunto Residencial da USP), e foi acordada com os gritos de pessoas que alertavam para a presença da PM. O mesmo acontecimento foi relatado por uma aluna de Matemática, moradora do Crusp. A estudante de Geografia chegou a descer até o térreo para tentar ir à Reitoria, mas foi barrada por PMs que cercavam quase todos os acessos da moradia universitária.

Segundo a aluna de Geografia, “teve dia que até criança dormiu no prédio”. Ela afirma que  a comissão de segurança interna, uma das várias formadas pelos ocupantes, trabalhou pare asssegurar que nada fosse roubado, porque  “a gente sabia que seria isso o que apareceria na imprensa depois”.

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