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‘Não acredito que ele passe’, diz mãe de candidato surdo-mudo

Redação

22 Outubro 2011 | 13h12

* Por Ângela Lacerda

RECIFE – Neste primeiro dia de Enem, a maior felicidade da pernambucana Maria de Lourdes Gomes de Moura, 55 anos,  é ver que o seu filho, Anderson José Gomes, 20 anos, terá uma assistência durante a realização do Exame.  O candidato surdo-mudo, estudante do 3º ano do Ensino Médio do Instituto de Educação de Pernambuco (IEP) vai poder fazer a prova de hoje e de amanhã (23) com a ajuda de uma fonoaudióloga.

“Há três meses, ele deixou de ter acompanhamento de uma professora especial, por que teve que se juntar a um grupo de estudantes sem deficiência”, fala a mãe.  Segundo ela, devido a essa mudança e à falta de um professor apto para o ensino de alunos surdos-mudos, as chances de competição de Anderson Gomes caem bastante.

“Não acredito que ele passe, mas só o fato de ele ter essa assistência na prova do Enem já é uma vitória”, diz a mãe. O estudante busca com o Enem ter uma boa pontuação no curso de Enfermagem oferecido pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Fonoaudióloga.  Segundo a fonoaudióloga Susane Benvindo, que estará auxiliando o estudante Anderson Gomes nas provas do Enem deste ano, a ajuda será, basicamente, de esclarecimento dos enunciados. “Minha função não é ajudar ele a resolver questões. Estou aqui para ajudar na compreensão de uma expressão metafórica, por exemplo”, diz Susane.

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