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Mudanças na Fuvest incomodam os alunos

Redação

04 Janeiro 2010 | 13h18

Alguns estudantes que prestam o Vestibular Fuvest 2010 afirmam que podem ser prejudicados pelas mudanças ocorridas no sistema de seleção.

A 1ª fase passou a ser eliminatória e o desempenho não contará na pontuação final do aluno. A USP instituiu um cálculo que poderá fazer com que a nota da 1ª fase chegue a equivaler até 6% no desempenho final, mas somente para os candidatos que haviam optado pelo uso do Enem.

Outra novidade é o segundo dia, que acontece nesta segunda-feira. Candidatos a todos os cursos oferecidos terão de resolver 20 questões discursivas de todas as disciplinas do ensino médio: história, geografia, matemática, física, química, biologia e inglês, além de interdisciplinares.

A prova é obrigatória para todas as carreiras, com exceção dos cursos da Polícia Militar. Amanhã farão testes específicos para cada curso. Serão 12 questões de duas ou três disciplinas, dependendo da carreira escolhida.

Em 51 das 104 carreiras oferecidas na Fuvest, mudou a combinação de conhecimentos específicos. Geografia passou a ser obrigatória em 24 delas. Algumas alterações causaram polêmica. No curso de Medicina, por exemplo, física foi substituída por geografia. Após críticas, a universidade voltou atrás e decidiu cobrar física de novo — mas somente no câmpus de São Paulo. Em Ribeirão Preto, permanecerá geografia.

Críticas
Essas mudanças não foram apreciadas pelos estudantes que realizam hoje o segundo dia de provas da 2ª fase do vestibular. Mariana Lima Figueiredo, de 20 anos, candidata a uma vaga de Ciências Sociais da USP, acha que não terá um bom desempenho na prova de hoje, pois não se considera muito boa em Exatas e teme que isso comprometa seu rendimento. “Achei todas as mudanças péssimas, porque fui muito bem na 1ª fase e agora não vai contar pontos. Acho que estou sendo duplamente prejudicada”, diz.

O vestibulando Daniel Assaz, de 17 anos, que tenta uma vaga para Psicologia, concordou com Mariana. “Achei pior [as mudanças] porque vão ter matérias em que eu não vou tão bem, como física.” Danilo Barros, de 17 anos, que busca uma vaga em Engenharia de Produção, também não gostou de ter que estudar todas as matérias de novo para a 2ª fase. “Além disso, para mim é ruim a 1ª fase não contar pontos porque fui muito bem.”

Contraponto
Diferente de outros estudantes, que não aprovaram as mudanças no Vestibular Fuvest 2010, a jovem Beatriz Kira, de 17 anos, vestibulanda de Direito, prefere continuar confiante e revela que achou o novo sistema muito bom. “Gostei porque vai selecionar melhor o aluno”, explica. “Agora em Direito também vai cair matemática nas específicas. Eu não vou bem em matemática, mas estudei muito e acho que isso vai ser um diferencial.”