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Mineiro acha que greve de professores afetou desempenho

Redação Estadão.edu

23 Outubro 2011 | 16h40

* Por Marcelo Portela

BELO HORIZONTE – Conseguir desenvolver o tema da redação foi a principal dificuldade alegada pelos candidatos que participaram do segundo e último dia do Enem em Belo Horizonte. Mesmo assim, vários estudantes deixaram os locais de prova assim que a saída foi autorizada, pouco após as 15h30.“A redação apertou um pouco porque eu demorei para entender o tema. Depois que entendi, foi fácil”, afirmou Henrique Nepomuceno, de 17 anos, que fez as provas no câmpus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) da Pampulha.

Henrique considerou o teste “um pouco mais fácil do que havia imaginado”, mas mesmo assim está apreensivo com relação à possibilidade de conquistar uma vaga no curso de Direito da própria UFMG. Assim como vários colegas que participaram do exame no local, ele é aluno da rede estadual de ensino, que passou por uma greve de aproximadamente quatro meses.

No caso dos estudantes do 3.º ano do ensino médio, como o de Henrique, professores voltaram às salas antes dos demais trabalhadores da Educação, mas, mesmo assim, o jovem ficou cerca de dois meses sem aulas. “Nesse tempo eu li os livros e tentei estudar, mas não é a mesma coisa sem um professor. Se não der, faço cursinho ano que vem e tento de novo.”

Ao contrário do ocorrido no sábado, as provas de hoje ocorreram sem problemas na capital, segundo a Polícia Militar. No primeiro dia do Enem, quase 100 pessoas registraram boletins de ocorrência porque não conseguiram entrar nos locais de realização do exame. Em alguns lugares, a PM teve que agir para conter os estudantes, que chegaram a esmurrar portões de escolas. Hoje, segundo a PM, não houve nenhuma ocorrência do tipo.

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